PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA
terça-feira, 31 de maio de 2016
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DESAFIOS
Os desafios da Educação inclusiva: foco nas redes de apoio
Para fazer a
inclusão de verdade e garantir a aprendizagem de todos os alunos na escola
regular é preciso fortalecer a formação dos professores e criar uma boa rede de
apoio entre alunos, docentes, gestores escolares, famílias e profissionais de
saúde que atendem as crianças com Necessidades Educacionais Especiais
1. Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular
João Guilherme dos Santos, aluno com
deficiência física, com seus colegas da Unidade Integrada Alberico Silva, em
São Luís.
Daniela Alonso, especialista em
Educação Inclusiva e selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador
Nota 10
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades
especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação
dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século
21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola
regular e a escola especial - ou o aluno frequentava
uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a
proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe
todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles
que encontram barreiras para a aprendizagem.
A Educação inclusiva compreende a Educação especial
dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela
favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter
necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no
processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da
escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para
garantir a aprendizagem de todos os alunos.
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do
pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos
direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania,
deve ser incentivado.
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um
mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar
as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças
não são vistas como problemas, mas como diversidade. É essa variedade, a
partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver
oportunidades de convivência a todas as crianças.
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade
social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades
educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do
educando.
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo
de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu
direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos
- inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas
habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer,
aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).
In: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/palavra-especialista-desafios-educacao-inclusiva-foco-redes-apoio-734436.shtml
sábado, 7 de maio de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
A ALEGRIA DE SER AVÓ
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Pesquisadora identifica as alegrias e preocupações das mulheres que passam pela experiência de ser avó
Ser avó é um passo importante na vida de uma mulher. Em sua tese doutoral, a psicóloga Lorena Andrés analisou o processo de converter-se em avó com a participação de mulheres de três grupos socioeconômicos e culturais distintos, com netos de entre dois e dez anos, conseguindo construir um “perfil de transição para avós”, no qual se levantaram as esperanças e preocupações das avós.
A pesquisa revela que entre as mulheres mais velhas prevalece a ilusão e a alegria ao saber da notícia que serão avós, apenas se expressa certa preocupação no momento do parto, mas, em geral, a sensação de alegria se mantém. A pesquisadora indica que nos três grupos que participaram do estudo a relação com os filhos depois do nascimento dos netos manteve-se sem mudanças.
As avós assumem seu papel, com um marcado interesse em fazer que os netos “adquiram valores, desenvolvam-se como pessoas com ética, moralidade e sentido de justiça, respeito e tolerância”. Mas as avós mantêm uma visão realista do desenvolvimento da sociedade e, ao mesmo tempo, “não esperam nada” de seus netos, sabendo que atualmente o compromisso e cuidado do sistema familiar é muito débil, mas mantêm a esperança de serem lembradas como uma “figura de referência em seu desenvolvimento”.
Em geral, as pessoas que participaram do estudo indicaram que suas vidas não mudaram depois de serem avós, e sua identidade manteve-se intacta; contudo, experimentaram um maior grau de dependência da família, pois sua presença era mais requerida, convertendo-se em uma figura de experiência e referência. Mas o aumento de responsabilidades não é tido como uma sobrecarga, pois as entrevistadas manifestaram que é uma “uma carga pequena que vale a pena”, porque a experiência oferece satisfação que na maioria dos casos é qualificada como “enorme ou absoluta”, indica a pesquisadora.
A experiência positiva de ser avó reforça-se pela percepção que elas têm das crianças, pois todas coincidem ao indicar que seus netos as consideram “a melhor avó do mundo”. Ao mesmo tempo, as mulheres expressam que ser avó é “a melhor experiência do mundo”. Estas situações reforçam o bom ânimo das mulheres que se dedicam aos cuidados de seus netos, enchendo suas vidas de satisfações, alegria e ilusões.
Os estudantes da área de Gerontologia da FUNIBER procuram estratégias para ajudar a seus pacientes a gerar interações sociais e familiares que permitam às pessoas idosas melhorar seu estado de ânimo e sua qualidade de vida.
Fonte: http://fnbr.es/2ax
Fotografia Creative Commons: Xumet
In:http://blogs.funiber.org/pt/gerontologia/2016/02/24/a-alegria-de-ser-avo?
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