PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

sábado, 11 de abril de 2020


Papai Noel existe? Como responder essa pergunta a seu filho
Contar a verdade sobre o bom velhinho, o Coelhinho da Páscoa e essas outras figuras não precisa ser traumático

Psicologia - CRP 58821/SP
Por Especialistas - Em 16/12/2013


Por Roman Samborskyi/Shutterstock
O que fazer quando nos perguntam se Papai Noel existe? Ou coelho da Páscoa ou a Fada do Dente? Pra que servem esses símbolos tão ricos?
As perguntas sobre a existência um dia irão aparecer, ou porque as crianças estão crescendo, ou pelo contato com outros amigos, que trazem essas questões à tona. É importante que, antes de tudo, possamos entender a função e a importância dessa experiência. O Papai Noel, a Fada do Dente, o Coelhinho da Páscoa...
Todos esses "amigos" ensinam às crianças bons valores: como a bondade, a fé, a esperança, a alegria, o sonho, o amor, a alegria de uma surpresa. Aprendem que existe algo a mais, algo que nos conecta a todos, de uma maneira muito amorosa e alegre.
Uma experiência lúdica, uma experiência de fé. Nosso desafio é mostrar para as crianças que essa experiência vive dentro de nossos corações e sim, irá se transformar, mas nunca morrer, desaparecer.
Esses símbolos nos ajudam a compreender emoções e sentimentos e nos auxiliam a entrar em contato com o espírito dessas datas que são tão especiais. O espírito da entrega, doação, gratidão, comunhão, do crescimento e do quanto vale a pena crescer.
A criança que vive essa experiência de maneira amorosa e rica, tende a se tornar um adulto que acredita em si mesmo e nesse algo a mais e que assim acredita também na vida. Confia que vale a pena investir em si mesmo e nos outros, nas relações.
Em que idade podem descobrir?
Porém, quando o pensamento lógico a todo vapor surge aos sete a nove anos e começa a entrar em contato com essa experiência, perguntas começam a aparecer. E ai nós ficamos perdidos, sem saber o que fazer.
Mas há um caminho mais suave para trilharmos. A primeira coisa é perguntarmos para a criança o que ela acha, assim você terá uma ideia de como esta construção esta se dando. Se ela estiver pronta, é hora de contar a verdade.
O ponto mais importante é sabermos que essa verdade não é algo que vem a desmontar algo e sim transformar. A criança perceberá todos esses elementos como grande ajuda na manutenção da fé, da magia de viver, da alegria de viver. E com esses símbolos vivos, perceberá que toda essa emoção já vive dentro de seu coração.
A conexão com o nascimento, a transformação, o renascimento, o amor, a paz. Toda essa conexão pode e será mantida. E esses símbolos sempre alegrarão seu coração, exatamente por nos trazerem para essa conexão.
A verdade que apenas transforma e traz para ainda mais perto a emoção destes momentos que sempre existirão na vida de todos nós. Momentos que se renovam com as crianças das nossas vidas.
O importante é cuidarmos de onde falamos, mas pensem: se vivemos esses momentos com as crianças isso já aconteceu de um lugar de muito amor e respeito. E se fizemos isso, o fizemos porque nossa criança interna viveu esse momento e ainda vive de alguma forma.
Portanto, a verdade que transforma traz a tona o tamanho desse amor e do quanto nossas crianças são tão importantes pra nós. Com as crianças que já sabem a verdade, é possível ver o respeito nos olhos e a alegria de hoje sabendo dessa magia, continuar compartilhando a mesma alegria e amor, o símbolo faz sentido e seu significado segue firme.
Desse modo, é possível vermos a criança ainda pedir que seja o papai Noel a entregar o seu presente. E ainda podemos ver uma enorme gratidão por aquele bom velhinho que se veste e contribui para essa noite tão especial.


sábado, 14 de março de 2020

EDUCAÇÃO INFANTIL - O GRITO


Gritar não faz com que crianças aprendam com os erros
Ao elevar o tom de voz ela não assimila a mensagem passada pelos pai
Daniella Freixo de Faria
PSICOLOGIA - CRP 58821/SP
ESPECIALISTA MINHA VIDA
Vale sempre muito a pena refletir sobre como estamos conduzindo a educação das crianças. O grito tem acontecido com bastante frequência. Parece funcionar, mas ao mesmo tempo o aprendizado das crianças não acontece e os gritos se repetem cada vez mais.
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Funciona mais ou menos assim: as crianças começam a obedecer seus pais somente quando os gritos aparecem , como se tivessem criado um espaço de tempo entre o pedido e o grito. O pensamento acontece mais ou menos assim: "como sei que minha mãe ainda não gritou , entendo que tenho ainda mais tempo pra enrolar pra ir tomar banho", por exemplo. Essa é a reflexão da criança que, muito inteligente, percebe o nosso funcionamento e se adequa a ele.
O grito funciona como um grande susto. A criança sente a pressão, a irritação ou até mesmo a raiva e sai em disparada, assustada para fazer o que lhe foi gritado. No grito não absorve o que foi dito, o conteúdo do grito, por isso o pequeno volta a repetir esse mesmo comportamento até que mais um grito acontece. Ou seja, pais e mães passam a gritar todos os dias.
A criança entende que é só no grito que tem realmente que fazer as coisas. Funciona como um grande ciclo vivo, alimentado por nós adultos e pelas crianças. Gritamos, as crianças fazem o que é preciso, sentimos culpa, pedimos desculpa e falamos de uma maneira melhor, mas, no dia seguinte, gritamos novamente e refazemos o mesmo processo de total incoerência na sua forma.
Essa incoerência conta que nossa missão de educadores esta totalmente a mercê de nosso estado interno. Variamos de acordo com o que ocorre em nossos corações, afinal somos humanos, mas essa variação dentro da educação faz com que a confusão na comunicação se instale e a condução tão necessária se perca no meio do caminho. Educar assim é bem mais difícil.

Cuidar de como nos comunicamos é o primeiro passo. Olhar nos olhos, ir até a criança e falar com clareza e cuidado do que precisa acontecer. Isso facilita o dia a dia nas tarefas necessárias e repetitivas. Para isso, começamos cuidando para afirmarmos, conduzirmos a criança ao invés de perguntarmos se ela quer ir tomar banho.
O que passa em nosso coração faz toda diferença. A irritação quando toma conta contamina esse ambiente e toda a nossa comunicação. O caminho é dizer isso ao filho. A criança não precisa saber de detalhes, mas quando contamos a ela que estamos irritados com alguma outra coisa e precisamos de sua ajuda, elas surpreendem e ajudam, fazem sua parte pra valer.
Além disso, só o fato de falarmos de nosso estado interno já nos possibilita acessar outro nível de consciência. Podemos sentir, perceber que aquela criança está ali nos olhando, aprendendo conosco, nos esperando e nós, os adultos, podemos sim cuidar melhor desse encontro. Às vezes é assim mesmo, basta ter consciência e a situação já não é mais a mesma, já esta transformada e aberta em novas e boas possibilidades. Não é raro nos surpreendermos com um belo colinho dos pequenos.
Existir, ser, perceber-se, cuidar de si mesmo para cuidarmos de que lugar encontramos nossos filhos faz toda a diferença nessa jornada de educação. Damos a eles o alívio de saberem que é desse lugar de respeito que também seguimos aprendendo. Afinal somos todos, crianças e adultos, eternos aprendizes.

domingo, 8 de março de 2020

ALERTA AOS PAIS E PROFESSORES!


Desafio do sal: consequências vão de tontura a inchaço cerebral
Na nova brincadeira, adolescentes enchem a boca de sal e tentam engolir; entenda como o corpo reage nesta situação
Escrito por Raisa Cavalcante
Redação Minha Vida
Em 3/3/2020

Após a polêmica do desafio da rasteira, adolescentes estão viralizando uma nova "brincadeira" na rede social TikTok: o desafio do sal. Desta vez, os jovens enchem a boca de sal e tentam engolir. Toda a reação é filmada - muitas vezes acompanhadas de engasgos, cuspidas e caretas.
O novo desafio tem preocupado os pais, e com razão, já que o consumo exagerado de sal em um curto tempo pode trazer malefícios imediatos para a saúde. Conversamos com um cardiologista para entender melhor os prejuízos causados por este desafio.
O que acontece com o corpo
O primeiro sintoma que o corpo apresenta é o processo de desidratação dos tecidos pelo alto teor de sal ingerido. O cardiologista Paulo Chaccur explica que a pessoa começa a sentir muita sede, o que leva a ingerir muito líquido para se saciar.
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Isso sobrecarrega o volume da circulação, aumentando a pressão arterial e podendo levar à descompensação cardíaca.
Além disso, a pessoa pode ter uma ligeira sensação de mal-estar em função da hipernatremia (excesso de sódio na circulação sanguínea).
Desafio do sal pode causar coma
O desafio propõe a ingestão de muito sal e um dos primeiro sintomas é a tontura. Segundo o cardiologista, isso acontece porque, na medida em que a pessoa desidrata, o volume da circulação aumenta e, consequentemente, altera o fluxo cerebral.
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"A desidratação leva a esse torpor e depois à sensação de hipernatremia. Isso pode resultar em coma pela elevação acentuada do nível de sódio no organismo, que tem como consequência desencadear o edema cerebral (quando o cérebro incha pelo excesso de sal e líquido no organismo)", ressalta o especialista Paulo Chaccur.
Os riscos de complicações desse desafio são enormes e, segundo o médico, podem até levar à morte caso não sejam medicadas a tempo.
"Além do ponto neurológico de coma, pode acontecer eventualmente alterações ventilatórias, quando a respiração fica irregular, que, se não diagnosticadas imediatamente, pode levar à alteração do ritmo do coração e uma parada cardíaca, por exemplo", explica.