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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

 

Autoconhecimento: chave para alta performance e sucesso pessoal

14 de agosto de 2019

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  |  Tempo de leitura: 11 minutos

Autoconhecimento é um termo usado na psicologia para descrever as informações que um indivíduo utiliza ao encontrar uma resposta para uma pergunta complexa: “Quem sou eu?”.

Conhecer a si mesmo é uma das habilidades mais importantes para o desenvolvimento e crescimento do indivíduo em todas as áreas de sua vida.

Saber lidar com situações e emoções diversas impactam diretamente na forma com que nos relacionamos com as pessoas e com o mundo ao nosso redor. Consequentemente, a forma com que lidamos com as pessoas e situações impactam na nossa sensação de bem-estar e felicidade.

Uma das principais características do autoconhecimento é que possibilita que o indivíduo se enxergue como ele realmente é, e não quem pensa ser. Em outras palavras, quer dizer que a pessoa tem clareza de sua personalidade, das suas atitudes e de suas emoções diante de situações e adversidades que são enfrentadas e vivenciadas em sua jornada. 

Ter a consciência de quem é, e saber os pontos que precisa melhorar ou potencializar. Permite que o indivíduo desenvolva o seu máximo potencial e através de sua alta performance alcance o sucesso e realização pessoal.

O que é autoconhecimento?

Confira nesse artigo como o autoconhecimento pode abrir portas para uma autoanálise e reflexão de seus hábitos e propiciar que você viva o seu propósito e enxergue os caminhos que te levam à felicidade.

O autoconhecimento refere-se à consciência da sua essência como ser humano. Seus defeitos, suas qualidades, seus medos, suas limitações, seus talentos, suas crenças e inclinações. O que te faz feliz? O que te motiva ou que te desmotiva? O que te dá coragem, entre outras questões.

E além de fazer com que você tenha as respostas para essas e outras perguntas, o autoconhecimento permite guiar o indivíduo pelo seu desenvolvimento pessoal até o encontro da sua felicidade

Qual o objetivo do autoconhecimento?

O processo de autoconhecimento leva às pessoas a desenvolverem o seu potencial em busca do que lhe faz feliz. 

Conhecer aspectos importantes sobre sua individualidade ajuda a reforçar atitudes que o levem para mais próximo de sua autorrealização. É possível fazer mudanças necessárias e até mesmo eliminar atitudes que impeçam ou dificultem o seu desenvolvimento pessoal. 

A descoberta de si mesmo se dá através de reflexões. Análise de seus pensamentos e ações! O autoconhecimento é capaz de provocar uma consciência e atitude de poder e controle sobre eles. 

Durante o processo de autoconhecimento é possível identificar traços de sua personalidade. Reconhecer atitudes que te impedem de alcançar os seus objetivos. É possível fazer ajustes e melhorias para que você se torne uma pessoa melhor, independente da área que deseja se sentir satisfeito. Por fim, traçar estratégias para alcançar suas metas

É através do autoconhecimento que é possível traçar metas e objetivos. Distinguir pessoas e situações que são positivas para a sua jornada e quais devem ser descartadas ou requerem um pouco de afastamento.

O autoconhecimento está diretamente ligado ao propósito de vida de uma pessoa. Sua missão no mundo, o que a faz feliz e se sentir plenamente realizada. 

Quando você se conhece e sabe o que quer para a sua vida, fica mais fácil tomar atitudes e decisões que te levem a realizar o seu propósito.

Quais são as consequências de um baixo nível de autoconhecimento?

Pessoas que conhecem pouco a respeito de si mesmo podem se tornar incapazes de lidar com determinadas situações e pessoas

São pessoas com elevado nível de estresse e ansiedade e que não possuem discernimento para promover atitudes que façam bem a si mesmo e para as pessoas que a cercam.

Muitas vezes, podem acabar sendo conduzidas por regras impostas pela sociedade, sem levar em conta ou seus sentimento, desejos e aspirações, levando à frustração

Portanto, o autoconhecimento passa a ser uma habilidade que promove saúde mental ao indivíduo.

Como promover o autoconhecimento?

Se conhecer exige a prática constante de análises e reflexões sobre suas atitudes, pensamentos comportamento com as pessoas e situações diversas. 

Especialistas e estudiosos do assunto sugerem que sejam feitas anotações em uma espécie de diário. Escrever seus pensamentos e emoções ajuda a fixar em sua mente o que está sentindo e permite posterior análise de sua evolução. 

Esse processo requer que o indivíduo seja muito sincero e honesto nas respostas. É importante lembrar que as respostas devem ser dadas de acordo com o que a pessoa é ou sente de verdade, e não como pensa que é ou gostaria que fosse.

Na verdade, depois do autoconhecimento será possível fazer ajustes e melhorias para alcançar o indivíduo que gostaria de ser, mas sem mudar a sua essência. Ou seja, também é um processo de auto aceitação! A pessoa pode descobrir que determinadas atitudes são as que provocam a sua felicidade e mudá-las pode não ser uma opção interessante, desde que não traga prejuízos para si e para os outros. 

Exercícios para o autoconhecimento

Promover o autoconhecimento requer responder, de forma sincera, questionamentos a respeito de si próprio e que te levem a refletir sobre suas respostas. Além de também ser necessário saber ouvir e interpretar sinais e feedbacks de terceiros.

Para dar início a esse processo, indicaremos exercícios que te farão refletir sobre si mesmo. 

Algumas perguntas podem ajudar nesse processo. Utilize um caderno ou diário e realize os exercícios a seguir, que te conduzirão pelo caminho do autoconhecimento. 

1 – Perguntas para reflexão

Fazer e responder perguntas sobre si mesmo permite estimular o autoconhecimento e te fazer refletir sobre suas atitudes, emoções e comportamento. Através das respostas também é possível mudar algumas atitudes em busca do seu desenvolvimento pessoal. Esses são alguns exemplos de perguntas para fazer a si mesmo:

  • Quais são os meus objetivos de curto prazo?
  • Quais são os meus objetivos de médio prazo?
  • Quais são os meus objetivos de longo prazo?
  • O que eu gosto de fazer e gostaria de fazer mais?
  • O que eu não gosto de fazer e gostaria de ter que fazer menos ou não fazer?
  • O que me faz bem?
  • O que me desagrada?
  • Como eu reajo em situações desafiadores e de estresse?
  • Do que eu tenho medo?
  • O que eu gosto e sinto orgulho em mim mesmo?
  • Que atitudes eu gostaria de eliminar dos meus hábitos?
  • Que tipo de lugares gosto e costumo frequentar?
  • Quais são meus hobbies?
  • Que hobbies eu gostaria de desenvolver?

Você vai perceber que a medida que responde essas perguntas, novas questões surgirão para provocar uma análise e permitir o seu autoconhecimento.

Diversos testes de personalidade disponíveis na internet também podem ser uma boa ferramenta para ajudar nesse processo. 

2 – Linha do tempo da vida

Essa ferramenta consiste em desenhar uma linha horizontal que representa a sua vida. Marque no centro da sua linha um ponto, que representa o momento atual em que você está.

Preencha o lado esquerdo do ponto com acontecimentos e situações importantes que te fizeram chegar ao ponto em que está. Esses acontecimentos são fatos que marcaram a sua vida: pode ser um relacionamento, um curso, uma situação vivenciada e que de alguma forma te marcou, pessoas que você conheceu e foram importantes e marcaram sua trajetória.

Passe um tempo refletindo em como essas situações te ajudaram a tornar que você é atualmente. Pense nos impactos positivos e negativos que causaram em sua vida. 

Depois, você deve preencher o lado direito do ponto que representa o seu momento atual com situações que deseja vivenciar no futuro, são seus sonhos, o que você deseja. A partir desses desejos, dedique um tempo para traçar as estratégias necessárias para alcançar suas metas e objetivos. 

Ao traçar essa metas e objetivos leve em consideração os seus gostos pessoais. Avalie os seus dons e talentos, o que você precisa e quer desenvolver. Preocupe-se em colocar ações que te transmitam boas sensações e felicidade. 

 

3 – Peça Feedback 

Saber as percepções que as pessoas têm sobre você é uma boa maneira de identificar pontos de melhoria e seus pontos fortes. Não confunda aceitar feedback de terceiro como uma demonstração de falta de personalidade. Saber ouvir opiniões de outras pessoas também é um ponto importante para o processo de autoconhecimento. 

Não ignore as críticas e os elogios a seu respeito. Em vez disso, faça uma autoanálise que lhe permita enxergar verdadeiramente como você se comporta em determinadas situações. 

Anote as respostas e o feedback que receber e dedique um tempo para refletir sobre as palavras que recebeu. Procure se avaliar a partir dessas anotações e retome após certo tempo para verificar suas atitudes a partir delas. 

Um bom feedback é composto por pontos que você precisa ouvir, e não necessariamente o que gostaria de ouvir. Nesse sentido, é importante que a pessoa escolhida não seja complacente com você e que seja sincera em suas palavras. Diga que você está em um processo de autoconhecimento e quer respostas verdadeiras. Que que não se importa se algumas delas poderão te chatear, pois saberá entender que são em razão de um bem maior: o seu autoconhecimento.

Saiba que o autoconhecimento é um processo constante. Nós, seres humanos, mudamos e evoluímos constantemente, e isso impacta diretamente nos seus caminhos e decisões em busca da felicidade. Por isso, sempre realize uma autoanálise reflexiva para tirar o maior proveito do seu autoconhecimento e estimular o seu desenvolvimento pessoal.

4 – Faça terapia

Psicoterapia é um dos melhores investimentos que uma pessoa pode fazer para obter autoconhecimento! Digo isso, por experiência própria. No momento em que escrevo esse artigo, já se vão mais de 7 anos de terapia e análise. Troquei de psicólogo em alguns momentos, para explorar novas abordagens terapêuticas como a Terapia Cognitivo Comportamental, a Psicanálise e a Gestalt. Atualmente faço terapia online com a Juliana Florêncio, na abordagem Junguiana, que utiliza o conteúdo dos nossos sonhos como base para as reflexões.

Um bom processo de análise ou de psicoterapia ajuda a melhorar a tomada de decisões. Transforma atitudes inconscientes em conscientes, contribui para o desenvolvimento da empatia e nos deixa mais assertivos. Não há contraindicações. Terapia é algo que todo mundo deveria fazer, sem sombra de dúvidas. Nem sempre é fácil olhar para si e encarar nossos fantasmas. No entanto, quando a gente passa a se conhecer, também passamos a ser mais leves e felizes.

Faço terapia há anos! Se tem uma coisa que me ajuda é aquela uma horinha semanal com a minha psicóloga. Todos nós temos pontos cegos. Nem sempre conseguimos ver as coisas com clareza e, infelizmente, nem todo mundo sabe nos dar feedbacks assertivos. Às vezes pisamos na bola e ninguém vira e fala “você errou”.

Um olhar imparcial

Um psicólogo, ao contrário, é um profissional neutro. Ele está ali sendo pago e está 100% à sua disposição para ajudar o sujeito a se ver e se conhecer. Inteligência emocional e autoconhecimento exigem horas e horas de prática, de fala, de escuta e de reflexão. A capacidade de se manter flexível e com a mente aberta em tempos incertos não é apenas uma coisa de personalidade. Também depende do que você faz. Se ainda não experimentou, recomendo que avalie essa opção.

Portanto, se você deseja ter sucesso, alcançar um cargo de liderança, empreender ou estar à frente de uma organização de muito sucesso, cuide bem de uma das peças principais da sua empresa: você!

In: https://www.vittude.com/blog/autoconhecimento-sucesso-pessoal/

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

 

Como lidar com a pandemia quando você já sofre de ansiedade

Por:Miguel Lucas

Se você é uma pessoa ansiosa ou sofre de algum tipo de transtorno de ansiedade, numa circunstância de pandemia, pode sentir-se perdido e apavorado. No meu artigosofre de ansiedade? perceba porquê! explico que a experiência ansiosa induz ou é acompanhada de tensões físicas e psicológicas relacionadas com a percepção de um perigo e o medo desse perigo. De um ponto de vista mais cognitivo, a ansiedade está presente onde o indivíduo percebe um perigo ou uma ameaça. 

Podemos então afirmar categoricamente que faz sentido que você esteja ansioso perante uma pandemia. Faz sentido que os seus sintomas tenham-se intensificado ou piorado. Fruto da pandemia por Coronavírus algumas pessoas, compreensivelmente, têm medos genuínos sobre os seus empregos, a sua saúde, as suas casas, as suas finanças e o impacto de curto e longo prazo que virá a ter na sociedade. Mas, embora a sua ansiedade possa estar a atingir níveis elevadíssimos, existem muitas ações úteis que pode realizar.

Um dos melhores passos é agendar uma consulta com um profissional de saúde mental. Poderá aqui mesmo agendar comigo uma consulta de psicologia online (ou procurar um profissional na sua área geográfica).

Outras oito sugestões que poderão ajudar:

1- Estabelecer limites

Passar grande parte do seu tempo livre a ver televisão no seu canal de noticias preferido e/ou a navegar nas redes sociais coloca-o num estado constante de ansiedade. Ouvir ou ver a todo o momento acontecimentos sobre o perigo aumenta a nossa percepção da ameaça. 

Em vez disso, aconselho a marcar horários específicos para verificar as atualizações sobre a evolução da situação. Desta forma, você mantém-se informado sem estar a lidar constantemente com o problema e a ser bombardeado com informações negativas.

Outro limite útil a ser definido é não falar ou falar o mínimo possível sobre a pandemia. Diga aos seus amigos e familiares que você mudará de assunto quando isso surgir. Isso não só ajudará a limitar a sua ansiedade, mas também ajudará as outras pessoas.

2- Pratique o autocuidado

Antes da pandemia, talvez você tivesse o hábito de realizar algumas práticas de autocuidado. Por exemplo,  você ia a um estúdio de ioga que adorava, ia fazer uma massagem, praticar um desporto, fazia longas caminhadas nos fins de semana.

Não manter esses hábitos quando mais precisa deles pode fazer com que vá acumulando cada vez mais ansiedade. 

Ainda que você possa estar impedido de realizar algumas dessas atividades, faça um esforço para se organizar e escolha atividades alternativas, realistas e viáveis. Assista a um vídeo de ioga de 10 minutos no YouTube. Faça um banho de imersão. Construa uma rotina de exercícios físicos. Faça pausas para respiração profunda de 5 minutos no trabalho. O que realmente importa mesmo é que faça algo que aumente o seu bem-estar físico e psicológico. 

3- Crie um período do dia para a sua preocupação

Esta sugestão parece um contra senso, certo! Mas não é, isso evita que você seja avassalado a todo o momento pelos pensamentos que fazem disparar a sua ansiedade.

Se um pensamento ansioso ou preocupação emergir na sua mente durante o dia, faça uma breve nota num bloco de papel e adie o processamento de informação para o seu período de preocupação. Lembre-se que você vai ter tempo para pensar nisso mais tarde, então não há necessidade de se preocupar com isso agora. Guarde-a para mais tarde e continue com as suas atividades.

https://www.miguellucas.com.br/wp-content/uploads/2021/01/pandemia-1024x536.jpg

4- Identifique padrões no seu pânico

Se você tem tendência a ter ataques de pânico, é fácil confundir esses sintomas (por exemplo, falta de ar) com os sintomas respiratórios do Coronavírus. Isso pode fazer com que você se dirija às urgências e correr o risco de uma possível exposição ao vírus. É por isso que é importante prestar atenção ao que precipita os seus sintomas. 

Os sintomas de pânico não são contínuos no tempo, geralmente vêm e vão, enquanto os sintomas do vírus não. Então, se você está com dificuldade em respirar enquanto assiste ao noticiário ou pensa sobre a pandemia, poderá ser devido à sua ansiedade ter escalado e desenvolver um ataque de pânico.

A melhor maneira de lidar com um ataques de pânico é aceitá-lo. Eu sei que parece contra-intuitivo, mas quanto menos você temer a sua experiência de pânico, mais você constatará que os ataques de pânico não são tão perigosos quanto pensa e que pode aprender a lidar com eles. 

5- Corte na ingestão de cafeína

Tendemos a usar a ingestão de cafeína para lidar com os sentimentos negativos, como o tédio, angústia e desânimo. No entanto, isso pode tornar-nos mais vulneráveis ​​a sentimentos físicos de ansiedade e, portanto, a ataques de pânico.

Além disso, a cafeína pode imitar os sintomas fisiológicos de diferentes problemas de saúde. Em vez de beber sem pensar três xícaras de café ou refrigerante ao longo do dia, saboreie lentamente uma pequena xícara de café da manhã e fique por aí. O ideal seria substituir o café e refrigerantes por chá.

6- Durma bem

É importante manter um horário de sono consistente, acordar e ir para a cama mais ou menos à mesma hora,  mesmo que agora os seus dias tenham os horários muito mais flexíveis.  Como referi anteriormente, evite ao máximo assistir televisão e navegar nas redes sociais e substitua por uma prática relaxante.

Por exemplo, antes de dormir, você pode ouvir uma meditação de autocompaixão, tomar um banho quente ou praticar algumas posturas de ioga que promovem o sono.

Evite ver televisão ou usar o seu telefone, pelos menos 20 minutos antes da hora de ir para a cama.

7- Conecte-se com os seus sentidos

Em algum momento do seu dia, quando perceber que está a ficar sobrecarregado de preocupação ou ansiedade, ou seja, começar a “ruminar nos seus medos” ou as sensações físicas incómodas disparem, use um dos seus sentidos.

Por exemplo, respire fundo, e olhe ao seu redor. Observe as árvores e o céu, oiça os sons, sinta os cheiros ao seu redor. Lembre-se que você possuí a capacidade de receber estímulos agradáveis a todo o momento através dos cinco sentidos. É um bem precioso sempre à sua disposição.

Medida de ação: Sempre que tomar consciência que acionou um padrão negativo de pensamento, e sentir que ficou preso nele, relembre-se que pode sair disso por ação da sua vontade. Pratique o redirecionamento da atenção, saboreando as cenas positivas no ambiente ao seu redor.

Coisas simples como cheirar um aroma, ouvir um som atentamente, sentir o vento no rosto ou a textura de um determinado material, é o suficiente para interromper o fluxo ansioso. Ao concentrarmo-nos nos nossos sentidos, somos necessariamente trazidos ao presente, mesmo que apenas por um momento.

8- Lembre-se dos seus valores 

Na grande maioria das vezes não podemos mudar as nossas circunstâncias, mas podemos escolher que tipo de pessoa queremos ser nesta crise e agir de acordo com os nossos valores.

Por exemplo, em vez de criticar ferozmente os acontecimentos que despreza, monte um Puzzle com os seus filhos ou assiste Frozen 2 “pela milionéssima vez”. Em vez de verificar as notícias constantemente, faça uma videoconferência com a sua mãe.

Se ainda está lutando com o aumento e o agravamento dos sintomas de ansiedade, não hesite em procurar um suporte profissional. Na verdade, você pode falar com um profissional licenciado agora. Você pode superar isso. Certamente irá ser capaz.

IN: https://www.miguellucas.com.br/como-lidar-com-a-pandemia-quando-voce-ja-sofre-de-ansiedade/

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

                                                         O CORONA VÍRUS E 

                                                 O MEDO DA MORTE

 

 

Isabel Allende vive nos Estados Unidos há 30 anos com o seu marido e dois cães. Quando lhe perguntaram sobre o principal medo que implica o vírus, " a morte ", a escritora contou que desde que a sua filha Paula morreu, há 27 anos, perdeu o medo para sempre.

" Primeiro, porque a vi morrer nos meus braços, e percebi que a morte é como o nascimento, é uma transição, um limiar, e perdi o medo pessoal.

Neste momento, se apanhar o vírus, pertenço ao grupo dos mais vulneráveis. Tenho 77 anos e sei que se apanho o vírus posso morrer e essa possibilidade, neste momento da minha vida, apresenta-se muito clara, mas olho-a com curiosidade e sem medo.

O que esta pandemia me tem ensinado é a libertar-me de coisas. Nunca foi tão claro para mim que preciso de muito pouco para viver. Não preciso comprar, não preciso de mais roupas, não preciso de ir a lugar nenhum, nem viajar, agora vejo que tenho coisas a mais.

Não preciso de mais de dois pratos!

Depois, começo a perceber quem são os verdadeiros amigos e as pessoas com quem eu quero estar."

E quando questionada sobre o ensinamento da pandemia para o colectivo, Isabel respondeu:

"Ensina-nos a fazer a triagem das prioridades e mostra-nos a realidade. Esta pandemia sublinha as desigualdades de oportunidade e recursos em que vive a sociedade a um nível global. Alguns passam a pandemia num iate nas Caraíbas e outros passam fome, nas ruas ou em casa fechados.

Também traz a mensagem de que somos uma única família.

O que acontece com um ser humano em Wuhan tem um reflexo no planeta inteiro.

Estamos todos ligados e isso é uma evidência. Na realidade, a ideia tribal de que estamos separados por grupos e que podemos defender o nosso pequeno grupo dos outros grupos é uma ilusão.

Não existem muralhas ou paredes que possam separar as pessoas.

O vírus trouxe uma nova mentalidade e atualmente um grande número de pessoas, entre eles criadores, artistas, cientistas, jovens, homens e mulheres, caminham para uma nova normalidade.

Eles não querem voltar à normalidade antiga.

O vírus convidou-nos a desenhar um novo futuro

O que sonhamos para nós como humanidade global?

Percebi que viemos ao mundo para perder tudo.

Quanto mais se vive, mais se perde.

Primeiro a gente perde os pais ou pessoas muito queridas, os animais de estimação, alguns lugares e, depois, lentamente, vamos perdendo

as nossas próprias faculdades físicas e mentais.

Não podemos viver com medo.  O medo estimula um futuro "turvo" para ser vivido no presente.

É necessário relaxar e apreciar o que temos e viver o agora"

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Osteopatia: entenda o que é e que doenças trata

A terapia hoje é aplicada por fisioterapeutas no Brasil e busca sempre a origem das dores para trata-las

osteopatia é um método que age como meio de diagnóstico e tratamento, que utiliza recursos manuais (ou seja, utilizando as mãos como instrumento de trabalho) para uma abordagem terapêutica do corpo e suas dores. A filosofia da osteopatia está fundamentada em um conhecimento profundo de anatomia e fisiologia humana. O tratamento através dela permite o reequilíbrio das funções do organismo e do funcionamento do corpo.

De acordo com a osteopatia, o foco maior do estudo e do tratamento é na origem da dor e não onde ela está localizada. Até porque a dor não é a causa principal da lesão, normalmente elas podem ser ocasionadas devido a um desequilíbrio. Por exemplo, um entorse de tornozelo pode ser um fator causal de uma dor no quadril e somente através de uma avaliação detalhada estes desequilíbrios serão expostos para a abordagem terapêutica.

Utilizada desde o ano de 1874 e criada pelo médico americano de nome Andrew Taylor Still, a osteopatia vem sendo estudada e aprimorada pelos praticantes do método em todo o mundo. No Brasil, existe uma regulamentação pelo Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) que qualifica o fisioterapeuta como profissional habilitado a ter essa especialização. Em outros continentes, como por exemplo, na Europa, existem conselhos específicos em que a osteopatia é uma profissão.ADE ;)

Indicações

A Osteopatia tem uma ampla indicação, podendo ser usada desde tratamentos pediátricos até tratamentos para indivíduos com idade mais avançada.

Com o conceito da busca da homeostasia, que é o equilíbrio das funções do corpo, a osteopatia atua em vários sistemas do corpo, como por exemplo, o sistema de músculo esquelético, responsável pelo nosso aparelho locomotor (músculos, ossos e articulações). A terapia foca no equilíbrio do corpo, portanto não se restringe a um foco maior em uma região específica.

Benefícios da osteopatia

Para a osteopatia o princípio de tratamento é a unidade do corpo, onde tudo está interligado e como todos os sistemas interagem entre si, para que o tratamento tenha o efeito esperado é necessário que eles estejam em equilíbrio. Portanto para o diagnóstico e cura é necessário o entendimento da fisiologia do organismo integrando todos os sistemas (visceral, craniano e estrutural).

Assim a indicação vai poder guiar a terapia de acordo com as necessidades de cada sistema, dependendo da avaliação e diagnóstico.

Como a osteopatia é feita?

O tratamento é guiado pelo princípio da autocura. Em inglês, do termo "find, fix and leave", ou seja, determinar a causa, tratar e deixar o corpo se reestabelecer.

Para isso, o paciente deverá passar por uma avaliação detalhada, em que todo o histórico dos sintomas será abordado e interpretado. Após isso serão feitos alguns testes específicos para a identificação da causa do problema e, em seguida, serão utilizadas técnicas manuais a fim de aliviar os sintomas.

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A durabilidade do tratamento, incluindo quantidade de sessões e intervalo entre elas, depende da resposta sintomática de cada paciente, pois esta indicação acaba sendo particular para cada caso com o intuito de esperar a resposta do corpo de acordo com cada situação.

Alie a osteopatia a...

O ideal é que ela seja realizada junto à doção de hábitos de vida saudáveis, como prática de atividade física e alimentação balanceada. Para potencializar o tratamento, é indicado abandonar velhos e nocivos hábitos, assim como o sedentarismo. Afinal, o foco é sempre a unidade do corpo e a manutenção da saúde.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

 

A causa dos comportamentos destrutivos


por
 Andre   Lima 

 andre@eftbr.com.br

Adotamos alguns comportamentos que nos causam prejuízo. São coisas que fazemos que muitas vezes temos consciência que são nocivas, mas continuamos a fazer mesmo assim. Exemplos: dormir poucas horas; trabalhar em excesso; não praticar alguma atividade física; fumar; deixar de ir ao dentista; beber em excesso; manter-se em um relacionamento destrutivo; gastar dinheiro com algo completamente inútil; deixar tudo desorganizado; alimentar-se mal e etc..
São comportamentos que acabam prejudicando a saúde, a parte financeira, os relacionamentos e a nossa qualidade de vida em geral. Alguns julgam que agimos dessa forma por fraqueza, falta de disciplina e de força de vontade. Entretanto, cuidar de si mesmo e fazer coisas em benefício do próprio bem-estar deveria ser algo que acontece sem esforço algum, de forma natural e espontânea. Mas não é o que ocorre.  Racionalmente, não faz sentido prejudicar a si mesmo.
 

Agimos dessa forma guiados por fatores inconscientes. São sentimentos negativos que acumulamos durante a vida que encobrem o nosso amor próprio, baixando nossa autoestima. Surgem processos de autopunição e autossabotagem.
 

Dentro de nós existe um Eu verdadeiro, mais profundo, que está sempre lá, em paz e feliz. Entretanto, esse Eu verdadeiro pode estar temporariamente encoberto com nuvens negras que nada mais são do que sentimentos negativos que acumulamos durante a vida e que nos impedem de sentir paz e alegria que é o que temos na nossa essência. As nuvens não fazem parte de nós e podem ser dissipadas. A essência continua sempre lá, pois ela é nossa única parte verdadeira.
 

As nuvens negativas criam uma entidade sofredora que tem vida própria e que toma conta dos nossos pensamentos e nos leva a fazer coisas que não são as melhores para a nossa vida. Sentimentos de medo, culpa, rejeição, traumas, mágoas, abandono, raiva, tristeza e outros fazem parte dessa entidade sofredora.
 

Essa negatividade é que nos faz ter preguiça de praticar exercício; leva-nos a comprar algo que não precisamos por impulso; convence-nos a começar a se alimentar melhor somente na segunda-feira que vem; faz-nos ficar na televisão até mais tarde e perder preciosas horas de sono que o nosso corpo precisa.
 

Eckhart Tolle, no livro "O despertar de uma nova consciência", chama essa entidade sofredora de "corpo de dor". Outros chamam de "sombra". É ela que nos arrasta para os comportamentos destruidores, desde os mais leves aos mais pesados. Quanto mais sentimentos acumulados, maior será a força da sombra e mais destrutivos serão nossos comportamentos.
 

Pessoas que se envolvem com uso pesado de drogas estão sendo controladas pelas sombras que acumularam durante a vida que é composta por uma série de emoções negativas. E a maioria nem tem consciência que é essa infelicidade que elas não sabem lidar que as levam para a autodestruição. Não têm noção do quanto essa força tem poder sobre suas vidas. Aliás, a falta de autoconhecimento é tão grande que nem sabem que guardam tanta coisa emocional. Consequentemente, também não sabem que a única forma de melhorar ou acabar de uma vez com o comportamento destrutivo é através da eliminação dessa emoções em conflito. Enquanto essas emoções estiverem guardadas, será preciso uma luta constantemente para se manter longe da droga. Esse é o mesmo mecanismo que leva as pessoas ao  vício do jogo; aos relacionamentos com pessoas agressivas; compulsão alimentar; compulsão por compras etc.. 

Sempre que atendo alguém com a *EFT (técnica para autolimpeza emocional, veja como receber um manual gratuito no final do artigo), o foco do trabalho é encontrar essas emoções negativas e utilizar a técnica para dissolvê-las. Assim, atuamos na causa fundamental que está por trás do comportamento. Depois que a emoção é resolvida, mudar o comportamento é uma consequência natural, não requer esforço. Você volta a ser quem você verdadeiramente é. Sai a nuvem negra que estava no comando.
 

Quanto mais equilibrados estamos, mais temos o desejo natural de cuidar de nós mesmos: comer coisas mais saudáveis, dormir mais cedo, exercitar-se. Quando tentamos mudar o comportamento sem mudar o que está dentro de nós, o resultado é que temos que gerar um grande esforço, que nem sempre conseguiremos manter por muito tempo.

Além dos comportamentos destruidores mais visíveis como os já citados, existem outros mais sutis. Nos relacionamentos, por exemplo, surgem dificuldades em impor limites; fazemos coisas que nos desagradam para agradar ao outro por medo da rejeição; brigamos por motivos bobos; geramos tensão ao sentir ciúmes e tentar controlar. Tudo consequência da atuação da nossa sombra.  

André Lima -EFT Practitioner. 

*EFT - Emotional Freedom Techniques - É a autoacupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas emocionais. Você mesmo pode se autoaplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar,

acesse: http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp e baixe o seu manual.