PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

quarta-feira, 8 de julho de 2015

INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA CONTRA OU A FAVOR?

INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

Drauzio Varella
Sou a favor da internação compulsória dos usuários de crack, que perambulam pelas ruas feito zumbis. Por defender a adoção dessa medida extrema para casos graves já fui chamado de autoritário e fascista, mas não me importo.
A você, que considera essa solução higienista e antidemocrática, comparável à dos manicômios medievais, pergunto: se sua filha estivesse maltrapilha e sem banho numa sarjeta da cracolândia, você a deixaria lá em nome do respeito à cidadania, até que ela decidisse pedir ajuda?  De minha parte, posso adiantar que fosse minha a filha, eu a retiraria dali nem que atada a uma camisa de força.
Para lidar com dependentes de crack é preciso conhecer a natureza da enfermidade que os aflige. Crack é droga de uso compulsivo causadora de uma doença crônica caracterizada pelo risco de recaídas.
É de uso compulsivo, porque vai dos pulmões ao cérebro em menos de 10 segundos. Toda droga psicoativa com intervalo tão curto entre a administração e a sensação de prazer provocada por ela, causa dependência de instalação rápida e duradoura — como a que sentem na carne os dependentes de nicotina.
As recaídas fazem parte do quadro, porque os circuitos de neurônios envolvidos nas compulsões são ativados toda vez que o usuário se vê numa situação capaz de evocar a memória do prazer que a droga lhe traz.
Quando os críticos afirmam que internação forçada cura a dependência, estão cobertos de razão: dependência química é patologia incurável. Existem ex-usuários, ex-dependentes não. Parei de fumar há 34 anos e ainda sonho com o cigarro.
Tenho alguma experiência com internações compulsórias de usuários de crack. Infelizmente, não são internações preventivas em clínicas especializadas, mas em presídios, onde trancamos os que roubam para conseguir acesso à droga que os escravizou.
Na Penitenciária Feminina, atendo meninas presas na cracolândia. Por interferência da facção que impõe suas leis na maior parte das cadeias paulistas, é proibido fumar crack. Emagrecidas e exaustas, ao chegar, elas passam dois ou três dias dormindo, as companheiras precisam acordá-las para as refeições. Depois desse período, ficam agitadas por alguns dias, e voltam à normalidade.
Desde que o usuário não entre em contato com a droga, com alguém sob o efeito dela ou com os ambientes em que a consumia, é muito mais fácil ficar livre do crack do que do cigarro. A crise de abstinência insuportável que a cocaína provocaria é um mito.
Perdi a conta de quantas vezes as vi dar graças a Deus por ter vindo para a cadeia, porque se continuassem na vida que levavam estariam mortas. Jamais ouvi delas os argumentos usados pelos defensores do direito de fumar pedra até morrer, em nome do livre arbítrio.
Todas as experiências mundiais com a liberação de espaços públicos para o uso de drogas foram abandonadas, porque houve aumento da mortalidade.
A verdade é que ninguém conhece o melhor método para tratar a dependência de crack. Muito menos eu, apesar da convivência com dependentes dessa praga há mais de 20 anos.
A internação compulsória acabará com o problema? É evidente que não. Especialmente, se vier sem a criação de serviços ambulatoriais que ofereçam suporte psicológico e social para reintegrar o ex-usuário.
Se esperarmos avaliar a eficácia das internações pelo número dos que ficaram livres da droga para sempre, ficaremos frustrados: é preciso entender que as recaídas fazem parte intrínseca da enfermidade.
Em cancerologia vivemos situações semelhantes. Em certos casos de câncer avançado, procuramos induzir remissões, às vezes com tratamentos agressivos. Não deixamos de medicar pacientes com o argumento de que sofrerão recidivas.
Está mais do que na hora de pararmos com discussões estéreis e paralisantes sobre a abordagem ideal, para um problema tão urgente e dramático como a epidemia de crack.
Se a decisão de internar pessoas com a sobrevivência ameaçada pelo consumo da droga amadureceu a ponto de ser implantada, vamos nessa direção. É pouco, mas é um primeiro passo.

QUEM NECESSITA OU JÁ NECESSITOU DE UM ENDOCRINOLOGISTA?

QUAL A SUA OPINIÃO?



Endocrinologistas: Conheça o que Eles Podem Fazer por Sua Saúde.

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, como parte de sua Campanha de Valorização do Endocrinologista informa sobre as áreas de atuação do endocrinologista.

Para se tornar um especialista em Endocrinologia, o candidato deverá ser formado em medicina e ter dois anos de residência na especialidade ou cinco anos de trabalho comprovado, além de ser aprovado em concurso anual para receber o título de especialista promovido pela SBEM.

Veja, a seguir, as principais áreas de atuação do endocrinologista:

Reposição Hormonal da Menopausa – A reposição hormonal é um tratamento eficaz, feito com hormônios iguais aos da própria mulher, para amenizar o desconforto e riscos causados pela menopausa.

Obesidade – A obesidade representa um risco para a saúde as crianças e dos adultos. O tratamento orientado pelo especialista evita uma série de complicações, como as cardiovasculares e as ortopédicas.

Crescimento – Uma criança saudável tem um crescimento normal O crescimento deficiente ou excessivo pode ocorrer em função de alterações hormonais, nutricionais ou genéticas.

Excesso de Pêlos – Mulheres com excesso de pêlos na face (hirsutismo), acne ou aumento da musculatura podem estar com produção excessiva de hormônios masculinos.

Doenças da Glândula Supra-Renal – Aumento de peso, estrias avermelhadas, pêlos excessivos, pressão alta ou baixa, puberdade precoce, além do escurecimento da pele, podem significar problemas na glândula supra-renal.

Distúrbios da Puberdade – Crianças que desenvolve precocemente pêlos pubianos, odor axilar e têm desenvolvimento das mamas apresentam distúrbios hormonais e necessitam avaliar a origem do problema. Os adolescentes que não desenvolvem essas características também necessitam de uma avaliação.

Distúrbios da Menstruação – Alterações no ciclo menstrual (falta de menstruação ou menstruação mais de uma vez ao mês) podem significar problemas hormonais. Por isso, necessitam de investigação e tratamento adequado.

Doenças da Hipófise – Tumores da hipófise podem levar à presença de leite nas mamas, fora do período de amamentação, além de mudanças faciais, aumento do numero do sapato, dores de cabeça e distúrbios da visão.

Diabetes – Se você tem excesso de peso, parentes com diabetes, hipertensão ou alterações da gordura no sangue, procure um endocrinologista. Você pode ficar com diabetes. Mas, se você bebe muita água, urina muito e perde peso, pode estar com diabetes.
Colesterol e Triglicerídeos – A alimentação inadequada e algumas doenças podem levar ao aumento do colesterol e dos triglicerídeos em adultos e crianças. Com um tratamento adequado, o risco de futuras complicações cardiovasculares é reduzido.

Osteoporose – A osteoporose é uma doença endócrina. Dores nos ossos e fraturas freqüentes podem significar enfraquecimento ósseo. Procure seu endocrinologista. Ele pode diagnosticar e indicar o tratamento adequado.

Andropausa – Os hormônios masculinos podem diminuir quando o homem envelhece. Nesse caso, algumas pessoas podem sentir cansaço, diminuição da força muscular e disfunção sexual, necessitando da ajuda do especialista para fazer reposição hormonal.

Tireoide – Nódulos ou aumento do volume do pescoço, nervosismo, insônia e alterações no ritmo intestinal, coração acelerado ou desacelerado, perda ou ganho de peso e excesso de frio ou calor podem revelar distúrbios da tireoide.

Em todos os casos citados é importante que, identificados os sintomas, seja consultado um endocrinologista. Para saber se o médico é endocrinologista, associado à SBEM, procure aqui.
Fonte: Conteúdo adaptado de folheto informativo
http://www.endocrino.org.br/endocrinologistas-conheca-o-que-eles-podem-fazer-por-sua-saude/

domingo, 5 de julho de 2015

o que é psicoterapia?


Problemas íntimos, desabafos, conselhos e autoconhecimento. Essas são algumas questões abordadas no curta-metragem de animação “Garra Rufa” (Doctor Fish), de Tony Tarantini.
Produzido em 2010 pela Frozen Mammoth & Sheridan Productions, o filme conta a história de um dedicado psicoterapeuta de meia-idade que revive momentos em sua clínica, atendendo pacientes com problemas variados - até que em um certo dia, ele é quem se vê preso a um desconforto pessoal.
Sem diálogos, o curta com pouco mais de quatro minutos é conduzido apenas por uma delicada trilha sonora assinada por Alex Liberatore.




Veja o link:

https://culturaemcasa.catracalivre.com.br/online/cura-pela-palavra-animacao-discute-o-poder-da-psicanalise/?utm_source=soclminer&utm_medium=soclshare&utm_campaign=soclshare_facebook






terça-feira, 30 de junho de 2015

continue visualizando as imagens....

https://docs.google.com/presentation/d/1npwqiL6zoTzpnGoGKBf5Hniib-43cr209jDnRK5Pxwo/edit#slide=id.p5

Foi aos 22 anos de idade que Vincent van Gogh descobriu, sem querer, a obra de Millet,  poucos meses depois de sua morte.  Todavia, sua admiração por ele aumentaria ao longo do tempo, cada vez mais.

"Millet é o guia e o conselheiro para os jovens pintores", diria ele numa de suas carta a Theo van Doesburg.


Isso seria um plágio histórico??

Um dos resultados mais concretos da natureza e da psiquê humana :a capacidade do cérebro!.  Não fosse a genialidade de ambos, alguém copiou alguém?!






domingo, 28 de junho de 2015

VIDA AFETIVA , PROCESSOS DE AUTO SABOTAGEM E PSICOTERAPIA

Continuação....IV- FINAL


O QUE PRECISO saber para encontrar o EQUILÍBRIO?

     "lembre-se que o lado de fora é o nosso espelho que reflete o lado de dentro...logo, quanto mais cedo nos convencermos de que precisamos de ajuda, mais RÁPIDO mudaremos nosso padrão de AUTOPERCEPÇÃO. (VMC)
Geralmente,  é no outro que encontramos o referencial para nos  mostrar algo que precisa ser equilibrado em nós. Se estamos com excesso ou falta de tolerância, falta de autoridade, falta ou excesso de  doação  ou qualquer outra energia. O outro sempre nos serve de referencial para que assim possamos perceber o que em nós está desequilibrado, atuando como um sinal de alerta para nos ajudar nesta percepção.
Se queremos um parceiro por nos sentirmos abandonados, pode ser hora de repensar essa necessidade. Afinal, todos sabemos que excesso de carência significa falta de autoestima, auto respeito e o pior: dificuldade de conviver consigo próprio.. Por mais que seja frustrante ou irritante, as situações desagradáveis que nos faz necessitar da presença do outro para nos “completar”, “nos fazer feliz”....etc. Devemos aprender que tais situações nada mais são di que oportunidades para ir além, fazer diferente, mesmo que os resultados alcançados sejam mínimos e a situação pareça mudar muito pouco ou até mesmo nada.
Como isso pode ser feito? Primeiramente cuidando de nós mesmos, nos mantendo o melhor que pudermos e preservando ao máximo nosso autoconceito intacto, mesmo diante de mais um "fracasso" devemos perseverar até encontrar o que buscamos. Testamos e fortalecemos nosso amor-próprio e poder pessoal, buscando maneiras e estratégias de não nos deixar abater  pela situação em que nos encontramos no momento, fazendo a escolha de não deixar os sentimentos negativos nos derrubarem ou comprometerem a força em nossa crença de  que seremos feliz.
Muitas vezes sozinhos não conseguimos realizar essa conscientização e, a ajuda terapêutica pode se tornar necessária. Se você anseia por uma mudança de atitude do parceiro, esqueça! Foque em sua própria mudança - ainda que a pessoa esteja agindo de maneira não muito positiva - experimente perceber sua própria responsabilidade sobre a atual situação, buscando maneiras e estratégias de mudar sua abordagem interna e externa para tal questão. Como lidar com as próprias insatisfações, raivas, revoltas, orgulhos? Como será que esses sentimentos foram construídos dentro de nós?
AUTOESTIMA E PODER PESSOAL É fundamental
Até mesmo aqueles que acham que já se amam bastante e são fortes o suficiente, com certeza têm questões a serem trabalhadas e harmonizadas. Em todos os casos de harmonização, o fortalecimento de autoestima e poder pessoal são imprescindíveis.
A percepção cada vez maior de como a situação acontece, e a crescente consciência acerca das próprias atitudes e do que precisa ser trabalhado, ainda que não mude o resultado final, já é um enorme passo. Muitas vezes, mesmo que estejamos mais conscientes e trabalhando para as mudanças, repetimos os padrões que desejamos mudar e obtemos o mesmo resultado frustrante. Lembre-se que é a mesma dificuldade de um drogadicto, um viciado em jogos, sexo, etc.  O risco de recaída é igual. Afinal, gerar grandes mudanças de início, é muito difícil. Porém, se dispor a começar e sedimentar o caminho, criando condições para que a mudança  aconteça é fundamental e, nem sempre se consegue sozinho.

Quando admitimos que precisamos da ajuda profissional ainda assim, incorremos no erro de perdermos a paciência com os resultados frustrados e  a falta de perseverança para continuar acreditando e apostando na mudança. É nesse ponto que muitas vezes acabamos desistindo, pois como não vemos resultados concretos ainda, não conseguimos nos manter acreditando que estamos realizando algo efetivo. Nesse ponto, vale a pena reconsiderar o profissional que nos atende (existe empatia?), ou até a linha psicoterapêutica (behaviorista, cognitivo comportamental, humanista, gestaltista, etc.) escolhida.
Pode ser ainda que  estejamos num professo psicoterápico, com plena identificação da linha psicológica, não conseguimos perceber que estamos  no caminho de harmonização.  Não percebemos o quanto já caminhamos, pois geralmente esperamos resultados rápidos e de acordo com o que achamos que tem que ser. Se começamos a nos cuidar, queremos nos sentir bem e ver nossa vida afetiva mais harmoniosa logo, mas é preciso paciência, além é claro de um amplo e completo esclarecimento por parte do psicólogo dos objetivos da psicoterapia e claro, das variáveis que envolvem a mudança ( pré-disposição do paciente, envolvimento nas tarefas, dedicação e compromisso com as mudanças pré-estabelecidas.

Considerando todas essas variáveis, lhe pergunto: Vale a pela continuar reclamando? vale a pena desistir logo na primeira tentativa?  Vale a pena justificar que em sua primeira tentativa com um profissional de psicologia, foi uma grande decepção? Vale a pena generalizar um profissional de psicologia desconsiderando toda a ciência psicológica? Com certeza , isso só deixa as coisas mais pesadas e o caminho parece ficar ainda mais longo. Então, que tal parar de se lamentar, sacudir a poeira e seguir em frente, buscando ajuda profissional?

Bibliografia sugerida:
  • Vujicic, Nicolas James, Uma Vida sem Limites, Inspiração para uma vida absurdamente boa,  Ed. Novo conceito, SP, 2011;
  •  WINNICOTT, D.W. Consultas terapêuticas em Psiquiatria infantil. Rio de Janeiro: Imago, 1984. 2. WINNICOTT, D.W. O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.  
  • WINNICOTT, D.W. Textos Selecionados da Pediatria à Psicanálise. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. b) Bibliografia Complementar 1. KHAN, M. M. R. Quando a primavera chegar: despertares em psicanálise clínica. São Paulo: Escuta, 1991. 
  • KREISLER, L. A consulta terapêutica em psicossomática dos bebês. In: Kreisler, L. A Nova Criança da desordem psicossomática. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999. 
  •  SAFRA, G. A Clínica em Winnicott. In: Natureza Humana: revista internacional de filosofia e práticas clínicas. v. 1, n. 1: p.91-101. São Paulo: EDUC, 1999. 
  •  SAFRA, G. Um método de consulta terapêutica através do uso de estórias infantis. Dissertação de mestrado. Instituto de Psicologia da USP, 1984. 


terça-feira, 23 de junho de 2015

VIDA AFETIVA , PROCESSOS DE AUTO SABOTAGEM E PSICOTERAPIA

A PSICOLOGIA BEHAVIORISTA E A LEI DO CONDICIONAMENTO AFETIVO
                                                                                                   By: VMC

De acordo com esta escola psicológica, toda aprendizagem origina-se de um mesmo comportamento, reforçado positiva ou negativamente por um determinado período, esse comportamento tende a se repetir “ad eternum”, ou seja: Todo estímulo “Elicia uma Resposta (E=R)  -  Significa que, mesmo sofrendo, aprendemos  a emitir a mesma  resposta (seja  por reforço positivo ou pelo castigo).

A escola Behaviorista  afirma que toda  aprendizagem (seja cognitiva, afetiva ou psicomotora) se dá a partir de uma modelagem (exemplos na família, ESCOLHA DE UM MODELO) e se perpetuam pela repetição desse comportamento, seja através de reforços positivos ( ELOGIOS, PRESENTES, )  ou negativos (CASTIGOS, AMEAÇAS PUNIÇÕES, etc.) . Dessa forma aprendemos a dar e receber afeto. Acreditar ou não que somos uma pessoa amada, inteligente ou uma pessoa desprezível que não merece ser amada. Aprendemos também pela dor, castigos, ameaças, que essas são as únicas forma de nos sentir amados (afetos patológicos).
Porém, o legal dessa teoria é que tudo pode ser modificado. A partir de um novo modelo, de treinamentos (psicoterapias) e uma boa dose de esclarecimentos e força de vontade da pessoa, qualquer um pode redirecionar comportamentos, sentimentos, atitudes e, transformar-se em um novo ser humano, mais equilibrado emocionalmente e, mais efetivo em suas atitudes cotidianas. Ou seja, quando entendemos e   aprendemos nossos “modelos condicionados” e fixamos objetivos claros e possíveis em prazos pré- determinados, podemos efetivamente modificar nossos pensamentos, emoções, sentimentos e nos respeitar como seres humanos mais equilibrados e mais felizes.
Na psicoterapia, aprendemos a ter consciência sobre nossas dificuldades, medos, inseguranças e  nossos recalques. Aprendemos a nos conhecer melhor, ressignificar alguns conceitos e/ou pré-conceitos, por mais que sejam dolorosos, desagradáveis ou traumáticos. Aprendemos a sair do processo de vitimização para uma nova perspectiva de auto respeito, autovalorização, autoconfiança. auto amor, enfim, auto estima.
porque   desejar  ardentemente um parceiro (a) -  MEU QUERER É SAUDÁVEL?
            Infelizmente aprendemos (condicionamento) que   procurar nossa  “cara-metade”  é uma tarefa obrigatória que exige um  esforço ilimitado para  nos trazer o “par perfeito”  em algum momento de nossa vida. Porém, o querer excessivo, o desejo de encontrar alguém que reflita nosso desejo, que tenha os mesmo gostos, que tenha o mesmo credo, que goste das mesmas coisas etc. nos transforma e um  ser controlador, desesperado e angustiado - um condicionamento que muitos de nós carregamos -  tal comportamento  apenas nos afasta ainda mais dessa possibilidade. Ou seja, nos afasta da possibilidade de encontrar um parceiro (a) cuja convivência possa nos fazer harmônicos, amigos, amantes, felizes. Muitas vezes não  percebemos que aquilo que acreditamos ser um desejo, na realidade é um vazio, uma carência , algo mal trabalhado dentro de nós se disfarçando de querer, ou seja: não será um outro ser humano que irá preencher tal vazio.   
Nessas condições, nos tornamos seres vulneráveis, irascíveis,  ao  ponto de cair no hábito de rejeitar certas características e atitudes do (a)  parceiro (a) que consideramos inaceitáveis, insistindo e pressionando o outro a mudar ( mesmo que o outro pode precisar mudar!),  porém,  sem percebermos  aquilo que nós mesmos precisamos transformar em nós. No processo psicoterápico, aprendemos uma lei fundamental no processo evolutivo da natureza humana: Ninguém muda ninguém. Ninguém transforma ninguém. O amor não transforma o ser amado. A ideia é ao contrário:  Durante o processo de autoconhecimento você aprende que: Se você muda, o mundo muda com você.
O medo da solidão, não irá desaparecer enquanto não aprendermos  a lidar com os sentimentos e os pensamentos ruins que ela traz. Há milhares de casais hoje em dia que sofrem do mal da "solidão a dois" . No processo psicoterápico você aprende a conviver consigo mesmo (a). Aprende a respeitar suas necessidades de intimidade, individualidade. Se você tem medo da solidão, irá desejar que seu parceiro (a) seja seu eterno companheiro (físico, emocional e espiritualmente) . Ou seja: deseja, controla  e exige do outro um relacionamento compartilhado em tempo integral . Isso não é saudável. Ninguém pode estar disponível para o outro o tempo todo. Necessitamos, todos, de momentos para refletirmos, realizar atividades individuais, conversar com outras pessoas, amigos, familiares, enfim, conversar com as estrelas, com Deus, com a natureza, ou até mesmo, conversar consigo mesmo.


Continua...