PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

MÍDIA X AUTOESTIMA

Prezados internautas
Publiquei duas reportagens muito interessantes que nos reporta ao texto publicado anteriormente sobre a influência da Mídia na autoestima dos seres humanos. Seria interessante que, baseados nessas duas reportagens (Depressão e Síndrome de Down)  houvesse uma reflexão e discussão para que eu possa concluir o artigo. Conto com sua contribuição.
Abraços fraternos,
Vera


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Mídia x Autoestima x Down

Jovem com Down perde 20 kg para realizar sonho de ser modelo

REDAÇÃO EM 
A australiana Madeline Stuart, de 18 anos, é uma jovem com síndrome de Down que sempre sonhou em ser modelo profissional, mas seu peso a atrapalhava nessa e em outras atividades, como a dança e a natação. Com o apoio de sua mãe Rosanne, a garota perdeu 20 quilos e ganhou confiança para lutar pela carreira nas passarelas.
Down-Modelo-Madeline Stuart (9)
Além de querer se tornar modelo profissional, a jovem tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a síndrome de Down e romper os padrões no mundo da moda. Em entrevista ao site Bored Panda, Madeline disse que já tem o apoio da marca Living Dead, que estimula a diversidade de corpos e belezas.
Down-Modelo-Madeline Stuart (3)
De acordo com depoimento de sua mãe: "Pessoas com síndrome de Down podem fazer o que quiserem, só que em seu próprio ritmo. Dê uma chance a eles que a recompensa será maior do que as expectativas". Confira mais fotos na página da jovem no Instagram.
Veja mais imagens:

Autoestima e depressão

Mulher faz tattoo sobre depressão e imagem se torna viral

REDAÇÃO EM 
Bastou a americana Bekah Miles, 21 anos, postar sua tatuagem em sua página no Facebook para que a imagem se tornasse viral. Quem olha de frente lê “I’m fine” (estou bem). Quem vê de cima se dá conta de que a mensagem é “Save me” (me salve).
A estudante da Universidade George Fox escreveu: “Para mim, [a tatuagem] significa que outros veem essa pessoa que parece bem, mas, na realidade, ela não está bem. Isso me lembra de que pessoas que podem parecer felizes podem estar em uma batalha consigo mesmas”.
Imagem que a americana publicou em sua página na rede social (foto: Reprodução/Facebook)
No post, Bekah explica o que depressão significa para ela, como sentir-se triste sem motivo, dormir muito ou pouco, sentir um peso no peito. “Depressão são as lágrimas que eu tenho por não saber o motivo de me sentir tão sem valor, quando eu sei que eu deveria ser feliz”, escreve ela.
Ela diz que foi difícil publicar o texto e a imagem, já que doenças mentais são uma vergonha na sociedade. “Mas isso precisa ser falado”, sinaliza.
A tatuagem, completa Bekah, a força a falar sobre sua própria batalha e porque a conscientização é tão importante. “Você ficaria surpreso em saber quantas pessoas você conhece que lutam contra a depressão, a ansiedade e outras doenças mentais. Eu posso ser apenas uma pessoa, mas uma pode salvar outra...”, destaca.
Por QSocial

sábado, 28 de novembro de 2015

MÍDIA X AUTOESTIMA

O   QUE a mídia pode fazer contra nossa             AUTOESTIMA?
                                                                                                                                                                                                                                            BY:VMC

Foi através da mídia dos últimos 40 anos que a maioria da população mundial teve acesso a alguns conceitos que, até então, não tinha a menor importância na vida das pessoas. O principal motivo do elevado índice de depressão e doenças psicossomáticas tem sua origem na tão  divulgada e desejada AUTOESTIMA ou a falta dela. Provavelmente a psicossomatização esteja entre os primeiros lugares no ranking mundial das doenças.
Nessa cultura cada vez mais competitiva e impulsionada por um materialismo cada vez mais desenfreado, tem induzido  pessoas para uma falsa ideia cada vez mais exacerbada de  “melhoria da aparência física”  e “desenvolvimento ou mascaramento do próprio ego”, exigindo-se sempre uma imagem física impecável, regulada por padrões sociais amplamente reforçados pela moda da beleza padronizada. Essa realidade fomenta uma grande e lucrativa indústria da beleza, da boa forma e, principalmente da  baixa  autoestima. As pessoas que não se enquadram no padrão de “sucesso” sentem-se cada vez mais necessitadas de produtos de beleza, academias, moda fitness, anabolizantes, lipoaspiração, bronzeamento artificial, cirurgias plásticas de toda sorte, tudo em nome da elevação da “autoestima” . Interessante ressaltar que de acordo com as ciências psicológicas, autoestima é a soma do autoconceito, autopercepção, e autoconfiança. Não necessariamente nessa ordem porém , todos os humanos “civilizados” ou não,  necessitam dessa tríade para conviver e ou sobreviver em grupo de modo saudável.
Diante dos fatos pessoas perdem a vida ao se submeterem a procedimentos cirúrgicos sem critérios médicos, éticos, morais, ou mesmo sem critérios assépticos. As lipoaspirações já conquistaram recorde de mortes principalmente em mulheres que, devido a falta de autoconhecimento e autoaceitação, são capazes de economizar até na alimentação para pagar uma cirurgia caríssima e de alto risco de morte, muitas vezes realizadas com médicos sem nenhum escrúpulo e sem nenhum preparo técnico.
O fato é que, ter baixa ou  autoestima é fundamentalmente , um fenômeno aprendido. Pior ainda, a base dessa aprendizagem é a própria família, considerando que esta é o núcleo primário de todas as percepções positivas e negativas que o ser humano está submetido desde a gestação. Algumas teorias tentam explicar esse fenômeno através do processo de comunicação (input-processamento-output) que gera e alimenta o discurso interno do indivíduo, fomentando pensamentos e atitudes que podem gerar sentimentos de felicidade plena até a depressão profunda e paralisante.  

  Esse processo interno que se estabelece desde que o Sistema Nervoso Central (SNC) é formado vai evoluindo conforme amadurece. Estudos  indicam que o feto já capta  as emoções (positivas ou negativas) na vida intrauterina. Ao nascer, mesmo não tendo a consciência, já demonstra através do comportamento irritadiço, choro e outros indícios de que não estão se sentindo bem aceitos, seja  pela mãe ou por demais familiares. Conforme o crescimento e amadurecimento dos órgãos, principalmente do SNC,  já  passível de  observar comportamentos desviantes no bebê.

Continua.....

sábado, 31 de outubro de 2015

A escolha de Sophia

             


A escolha de Sophia
                               By: VMC

      
Hoje acordei com essa ideia na cabeça, porque Sophia?
não compreendia o porque até agora, no final desse dia
até muito tranquilo se considerar os terríveis momentos
já vividos nos últimos  meses, nos últimos dias

Aprendendo a cada momento, a  cada dia, apenas pelo sofrimento
descobri que tudo o que acontece durante o dia, deve ser analisado
ou , no mínimo, considerar o poder de  nossos pensamentos e atitudes
embalados pelas dores e sofrimentos  resultantes de nossas escolhas

não dá mais para culpar os outros, isso é injustiça!
não dá mais para transferir responsabilidades, isso é covardia!
não é mais crível dizer que fulano me tira do sério, isso é fraqueza!
ninguém tem esse poder sobre você. a não ser você mesmo!

todos somos responsáveis pelos nossos  pensamentos, sentimentos e atos
todos somos responsáveis pelos nosso erros e acertos, isso é fato!
todos somos responsáveis pelo controle de nossas emoções, 
todos somos culpados pelas nossas atitudes, desejos e sofrimentos

Ninguém, nem mesmo nossos pais podem ser responsabilizados
Eles nos ensinaram  o que aprenderam . Somos responsáveis por nossas escolhas
Sophia não aprendeu na escola que, ao responder certo ou errado na prova
verdadeiro ou falso,nos testes,  estaria  decidindo  seu  futuro tão arrasado

A pedagogia, erroneamente nos condicionou a executar procedimentos
metodológicos para responder certo ou errado, verdadeiro ou falso, e o mundo
acompanhou essa mesma  linha filosófica para distinguir   e empossar
seres competente e seres incompetentes em cargos  para liderar nossa gente.

Seres que se sentem extremamente importante ,cheios de poderes  que irão decidir
a vida e  o destino de pessoas sofridas,  necessitadas,  indefesas  e predominantemente ignorantes
já que escolheram estar subordinadas a uma família, uma chefia, um professor ou mesmo
um  pastor que se julga capaz de dominar e controlar a emoção e o coração dessa gente.

Finalmente compreende-se que ,  nesse momento  em que se encontra nesse situação 
de um simples empregado, ou patrão, um simples amigo, ou aluno de graduação
ou um  parceiro de vida como marido e mulher decorrente da escolha de uma união.
Oh Deus! como aceitar  tamanha injustiça nessa escolha de Sophia,sempre em vão?

terça-feira, 20 de outubro de 2015

ATIVIDADES PSICOPEDAGÓGICAS NA CLÍNICA

 HISTORINHAS PARA DORMIR - PSICOPEDAGOGIA                                                INTERVENTIVA


                                                                                        By: VMC

          Durante as intervenções psicopedagógicas sempre recomendo a leitura de historinhas que possam contribuir para minimizar as dificuldades identificadas no psicodiagnóstico da criança com problemas de aprendizagem, dificuldades de relacionamento social e, alguns transtornos emocionais tais como: Fobia escolar, Transtorno de ansiedade de separação na infância, com as comorbidades: hiperatividade, episódios depressivo, medo de escuro, medo da separação, ciumes entre irmãos, traumas emocionais causados por perda de parentes próximos, separação dos pais, nascimentos de irmãos, etc.
        Interessante ressaltar que ninguém melhor que o psicoterapeuta que realizou o psicodiagnóstico para selecionar as melhores histórias para a criança ao longo do processo psicoterápico. Nesse sentido, poder-se-á selecionar as mais variadas histórias já publicadas, cujos personagens de algum modo possam ser identificados pela criança em questão ou , caso isso não seja possível, recomendo que o próprio psicoterapeuta escreva uma historinha, utilizando-se dos dados obtidos através do psicodiagnóstico, para que a criança se identifique com as personagens e, possa compreender sublinearmente que o seu problema é totalmente solucionável já que o personagem da historinha também conseguiu.
                  Quando iniciei essa técnica didática há mais de 10 anos atrás, a intenção era de criar uma situação recheada de informações familiares a criança em tratamento. Colocava nas historinhas os dados colhidos no psicodiagnóstico e, de certo modo, "direcionava" a criança a assumir o lugar da personagem principal para solucionar os conflitos inerentes a personagem. Em se tratando de crianças até os 10 anos esse procedimento é bastante produtivo já que elas não conseguem admitir que são parte do personagem ou que sequer poderiam ser o próprio já que prefiro optar por misturar personagens do reino animal com seres humanos.
              A quem interessar, posso  enviar um exemplo para abordar o tema típico de transtorno de ansiedade de separação com as comorbidades de hiperatividade e  episódios depressivos, psicossomatização, com prejuízos severos  no desenvolvimento cognitivo e aprendizagem escolar.  
       Considerando que trata-se de um instrumento didático pedagógico na intervenção clínica, cada profissional deve realizar as adaptações em suas historinhas para que se obtenha o melhor rendimento possível no processo de reorientação  e reestruturação psicológica  no processo psicopedagógico da criança.