PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
AGRESSIVIDADE INFANTIL
AGRESSIVIDADE INFANTIL: A CRIANÇA, A ESCOLA E A FAMÍLIA
“Porque você não fica quieto, você já
matou o seu pai, quer matar a sua mãe de desgosto também?” Assustadora esta
frase não é mesmo? Ela foi proferida pela dona de um “hotelzinho”, local que
presta atendimento às crianças, geralmente confundido com “creche e
pré-escola”.
Essa frase foi dita para tentar
conter a agressividade de uma criança de 5 anos de idade. Relatos apontam que
ela batia nos amiguinhos e não respeitava as cuidadoras (chamo de cuidadora por
não terem formação para atuar na educação de crianças, portanto não podem ser
chamadas de professoras). Esse menino havia perdido o pai há pouco tempo em
decorrência de um ataque cardíaco. A mãe estava vivenciando o luto e os
problemas provenientes de uma situação como essa, que dói. Mas também dói na
criança. Todavia, quem a escuta? Com quem ela extravasa esse aperto no peito?
Com quem ela chora? Quem explica o motivo pelo qual o pai não aparece mais?
Quem diz que a culpa não foi dela?
Ele estava vivenciando o luto e a
forma que encontrava para colocar para o mundo sua tristeza era através de
atitudes consideradas agressivas. Lembro-me de um paciente de 6 aninhos que
havia perdido o avô. Perguntei onde doía, ele disse: “aqui”, apontando para o
coração e “aqui”, apontando para o estômago.
Uma criança com comportamento
agressivo, que tem dificuldades em lidar com os colegas e desobedece a
professora, pode estar sinalizando que algo está errado na vida dela. Pode
estar colocando através dessas atitudes, a tristeza, o medo, a insatisfação
que, pela imaturidade emocional, não consegue extravasar de outra forma.
O primeiro passo frente a uma criança
considerada agressiva é não olhá-la como má e, por isso, excluí-la ou rotulá-la
com palavras como: “sempre você né!”; “Nunca fica quieto!”; “assim você fica
sem amigo”, entre outras pérolas que, desesperadamente, pais, professores ou
cuidadores utilizam, com a intenção de discipliná-la.
A criança dita agressiva pode estar
vivenciando uma série de questões na vidinha dela. Pode estar sofrendo
violência em casa (física ou psicológica) ou vivenciando um processo de
separação dos pais ou sendo exposta a diversas situações onde a violência é a
forma básica de relacionamento humano, enfim, muitas podem ser as causas para
que a criança esteja manifestando um comportamento agressivo.
Lembro-me certa vez de um menino de 3
anos de idade que batia em todos os colegas da classe, inclusive jogou uma
pedra na cabeça de um coleguinha, necessitando de alguns pontinhos para fechar
o ferimento. Ele era rotulado como “psicopata mirim” pelas professoras que
diziam: “ele é assim mesmo, tem que castigar, é falta de um bom corretivo”.
Não! Não é “assim mesmo” e
“corretivo” certamente não ajudaria! Percorrendo a história de vida dele,
percebemos que seus pais estavam brigando muito, inclusive pela guarda dele,
com proibições e pressões para que ele escolhesse de quem ele mais gostava.
Isso fazia com que a tensão dele fosse liberada na escola, com atitudes que
possibilitassem chamar a atenção. Deu certo, ele realmente chamou a atenção das
professoras, mas não da forma eficaz, justamente por elas já terem uma visão
pré-concebida de que uma criança com comportamento agressivo é desobediente e
má. Ora, o que ele pedia era amor, abraço, uma atenção positiva! Mas a escola
pode fazer algo? A culpa é dos pais! Claro que pode fazer, e muito!
Fizemos uma reunião com as docentes e
organizamos algumas ações: o “pedágio do beijo”: toda vez que ele passava pela
porta da sala nós o beijávamos e elogiávamos (primeiro desafio para as
professoras: transformar o olhar e buscar qualidades). Nos primeiros dias ele
resistiu, mas insistimos e no final da primeira semana ele nos olhava, como que
pedindo o beijo. Além disso, toda vez que ele estava fazendo uma atividade
saudável, nós o elogiávamos, de modo que percebesse que a atenção também
poderia vir de atitudes positivas.
Outra ação foi o projeto: “amizade”,
onde as crianças faziam uma série de atividades promovendo o vínculo entre a
turma, com histórias, pintura, argila, desenhos livres e tudo o que
possibilitasse a expressão de sentimentos. Apenas 1 mês depois ele havia mudado
seu comportamento, estava mais calmo, conseguindo brincar com os colegas e
mais: nos abraçando espontaneamente e dizendo: “professora, e o pedágio do
beijo”?. Os pais foram chamados na escola para uma reunião sobre o
desenvolvimento dele, o que os ajudou a compreender o desenvolvimento infantil
e olhar o menino com olhos mais positivos.
Veja que o comportamento agressivo na
infância pode se manifestar através de diversos fatores, mas, fundamentalmente,
ele é uma forma da criança expressar que as coisas não vão bem na vidinha dela.
Ora, se nós, adultos, que estamos neste mundo há 20, 30,40 anos ou mais, temos
dificuldades em lidar com as nossas emoções, como uma criança com tão pouco
tempo de vida conseguirá?
Assim, pais e professores, tenham
empatia para com as crianças. Elas também sentem o luto de um ente querido,
também sofrem com a separação dos pais, também se sentem abandonadas, sozinhas,
sem um olhar que as qualifiquem. Quando mostrarem-se agressivas, investiguem
seus motivos. Às vezes é falta de alguém que as ouça, as abrace, as beije, que
brinque com ela. (Você costuma brincar com seus filhos?). Outras vezes é o
vazio pedagógico, ou seja, falta do que fazer que, com tanta energia acumulada,
acaba extravasando de uma forma agressiva. Pode ser, inclusive, típico da
idade, como as tão comentadas mordidas que os menores dão em seus amigos! Ora,
elas são expressão do desenvolvimento infantil, normal da idade e que passará
logo!
De qualquer modo, ouçam as crianças,
entendam seu mundo para que haja mais amor e menos gritos, mais paciência e
menos tapas. Certamente o retorno será mais agradável e saudável para todos!
Sou formada em Psicologia (UFSC), Mestre em
Educação (UCS/RS) e Doutora em Educação (UFS). Atuo com psicologia clínica e
escolar, formação de professores e docência universitária. Sou pesquisadora,
escritora e palestrante, amante de viagens, natureza, dança, yoga, artes e, é
claro, psicologia/educação!
sábado, 11 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Leandro Karnal - Envelhecimento
O QUE É ENVELHECER? COMO SUPERAR A APOSENTADORIA DE UM PROFESSOR UNIVERSITÁRIO? COMO LIDAR COM O FIM DA VIDA//////////////////////////////?
Falsa Amizade • Leandro Karnal
Após ouvir essas palavras, faça sua autoavaliação e escreva o que pensa
sobre o tema....
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
LIBERDADE, LIBERDADE ABRA AS ASAS SOBRE NÓS!!!
Pais de gêmeos que usam vestidos dão lição de aceitação
O casal Joe e Gabriella acredita que os pequenos de cinco anos Kai e Caleb devem ser livres para tomar suas próprias decisões
Por Redação CLAUDIA
access_time20 abr 2016, 17h38 - Atualizado em 28 out 2016, 00h24

Reprodução/Barcroft Media
Joe, de 34 anos, e Gabriella, de 33, formam um casal que não vê problemas em seus filhos usarem vestidos e brincarem de bonecas, eles acreditam que através destas atitudes, farão com que seus pequenos se tornem melhores pais no futuro. A família mora na cidade inglesa de Sheffield, e vive feliz por deixarem os gêmeos de cinco anos, Caleb e Kai, tomarem suas próprias decisões – sem repressão – desde muito cedo, como escolher a própria roupa ou os próprios brinquedos.

Reprodução/Barcroft Media
Assim como as arminhas de brinquedo, carrinhos e o jogo Lego, os garotos também se divertem com vestidos de princesas, casas de bonecas e até escovas de cabeleireiro. Um dos passatempos preferidos dos dois é encenar à caráter das duas protagonistas Anna e Elsa, cenas do filme Frozen – Uma Aventura Congelante.

Reprodução/Barcroft Media
“Nós os deixamos escolher o que eles querem fazer. É algo que temos feito desde o dia em que eles nasceram”, disse a mãe ao jornal britânico The Sun: “Quero que eles sintam como é bom se expressar, e os dois ficam lindos independente se estão usando calça ou saia.”
“Foi quando estávamos comprando alguns uniformes escolares e eles ficaram encantados com esses vestidos”, conta Gabriella: “Eles ficaram doidos e então eu não tive outra escolha a não ser comprá-los. Eles amam se vestir a sim, acredito que seja a roupa favorita deles.” Os gêmeos também se divertem fazendo um as unhas e o cabelo do outro.

Reprodução/Barcroft Media
“Se eles podem se vestir de piratas ou de Darth Vader e zumbis, porque não como princesas?”, acrescenta o pai: “Acredito que seja um pouco hipócrita da minha parte deixar que eles usem trajes de um personagem que saqueia embarcações, mata e rouba pertences dos outros, e não deixar que eles usem vestidos de princesa.”
Ao invés de repreender o comportamento considerado “feminino” dos pequenos, Gabriella e Joe os incentivam para serem criativos e expressarem toda a sua personalidade, sem qualquer restrição. “Os dois são capazes de explorar seu lado diva, feminino, e isso os auxiliará na descoberta de si mesmos. O que prova que os dois têm uma imaginação gigantesca”, explicou a mãe.

Reprodução/Barcroft Media
Apesar da educação possuir traços muito ultrapassados, quando se diz respeito à presença dos papéis de gênero no que é ensinado para as crianças, o casal não vê nada de controverso ou prejudicial no comportamento de seus filhos. Mesmo que o restante da família não aprove a abordagem dos pais.

Reprodução/Barcroft Media
“Eu não me preocupo com as provocações que eles fazem no intuito de nos desligitimar, mas percebo que os meninos têm vergonha de usar vestido fora de casa, porque as crianças fazem comentários como ‘Ele brinca com bonecas!’ ou ‘Eles se vestem de meninas!'”, desabafa a mãe, que arremata: “Se alguém vir até mim e dizer que a liberdade que dou aos meus filhos pode torná-los gays, eu vou dizer que a sexualidade é algo genético, que já nasceu com eles, e não que surgiu quando eles já eram crescidos.”
In: http://claudia.abril.com.br/sua-vida/pais-de-gemeos-que-usam-vestidos-dao-licao-de-aceitacao/
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