PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

médico: uma profissão que salva vidas?

Médico: uma profissão que salva vidas?

By:VMC

Dando continuidade ao nosso papo sobre orientação vocacional, mais especificamente sobre a profissão de Médico, deparei-me com um grande dilema: Se a profissão promete salvar vidas, é inevitável lembrar das recentes reportagens de todas as mídias em nosso país e fora dele também, onde nenhum (ou alguns) médicos não tem conseguido salvar vidas em países de economia desequilibrada , equilibrada, ou na iminência de falência perante as bolsas de valores mundiais.

(vide cotação das bolsas de valores internacionais).

Essa constatação me fez novamente refletir sobre a dicotomia ideológica que mobiliza uma sociedade em pleno “status” de candidata a participar do hall dos países de “primeiro mundo”. Atualmente, de acordo com as estatísticas o Brasil é a oitava economia mundial.

Descartando todas as considerações plenamente cabíveis nesse momento histórico onde a Somália registra altíssimos índices de crianças anoréxicas e outros milhares morrendo de inanição, é quase uma heresia falar de medicina como uma profissão que salva vidas!

Será que, o que mobiliza tantos jovens adolescentes a disputar uma vaga em uma universidade pública em nosso país, para cursar medicina, seria a vontade, o desejo, a vocação de salvar vidas? Não se trata de uma provocação porém, é sempre interessante ressaltar que a maioria dos jovens (95%) que concorrem a uma vaga no curso de medicina em todo o país é movida pelo “status” que a profissão mantém por uma sociedade hipócrita uma vez que a medicina familiar, preventiva, curativa e ...”divina”, não passa de um engodo ou um “me engana que eu gosto” nutrido por tais famílias, pela mídia e pela inocência e/ou ignorância do juramento de Hipocrates. A propósito, quem não o conhece, por gentileza o faça agora .... " Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte.
Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados. Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça." (in:
http://www.todabiologia.com/pesquisadores/hipocrates.htm)

Considerando a evolução da humanidade e todas as suas conseqüências da modernidade, (na torcida para que os advogados não tenha conhecimento deste juramento), e considerando a ilusão de famílias e jovens, vítimas dos efeitos colaterais dos super-heróis da TV estou plenamente convencida que Hipócrates está se revirando...

(continua depois...)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

AS CONTRADIÇÕES HUMANAS

Médico: uma profissão que salva vidas?

By:VMC

Dando continuidade ao nosso papo sobre orientação vocacional, mais especificamente sobre a profissão de Médico, deparei-me com um grande dilema: Se a profissão promete salvar vidas, é inevitável lembrar das recentes reportagens de todas as mídias em nosso país e fora dele também, onde nenhum (ou alguns) médicos não tem conseguido salvar vidas em países de economia desequilibrada , equilibrada, ou na iminência de falência perante as bolsas de valores mundiais.

(vide cotação das bolsas de valores internacionais).

Essa constatação me fez novamente refletir sobre a dicotomia ideológica que mobiliza uma sociedade em pleno “status” de candidata a participar do hall dos países de “primeiro mundo”. Atualmente, de acordo com as estatísticas o Brasil é a oitava economia mundial.

Descartando todas as considerações plenamente cabíveis nesse momento histórico onde a Somália registra altíssimos índices de crianças anoréxicas e outros milhares morrendo de inanição, é quase uma heresia falar de medicina como uma profissão que salva vidas!

Será que, o que mobiliza tantos jovens adolescentes a disputar uma vaga em uma universidade pública em nosso país, para cursar medicina, seria a vontade, o desejo, a vocação de salvar vidas? Não se trata de uma provocação porém, é sempre interessante ressaltar que a maioria dos jovens (95%) que concorrem a uma vaga no curso de medicina em todo o país é movida pelo “status” que a profissão mantém por uma sociedade hipócrita uma vez que a medicina familiar, preventiva, curativa e ...”divina”, não passa de um engodo ou um “me engana que eu gosto” nutrido por tais famílias, pela mídia e pela inocência e/ou ignorância do juramento de Hipocrates. A propósito, quem não o conhece, por gentileza o faça agora .... " Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte.
Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados. Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça." (in:
http://www.todabiologia.com/pesquisadores/hipocrates.htm)

Considerando a evolução da humanidade e todas as suas conseqüências da modernidade, (na torcida para que os advogados não tenha conhecimento deste juramento), e considerando a ilusão de famílias e jovens, vítimas dos efeitos colaterais dos super-heróis da TV estou plenamente convencida que Hipócrates está se revirando...

(continua depois...)

terça-feira, 29 de março de 2011

ESCOLHENDO UMA PROFISSÃO

CAROS AMIGOS BLOGUEIROS, Primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora mas...se estiver blogado nos últimos 15 dias saberá que a vida continua nos cobrando performances...continua nos violentando no sagrado direito de pensar...refletir...assimilar (como diria Piaget), temos que ralar muito para cumprir a rotina diária que essa sociedade ingrata, injusta e profundamente dinâmica e intelectualizada nos exige. Continuando nosso tema sobte a disputa para ingressar num curso de medicina nesse país é algo no mínimo neurotizante para os jovens que se dispõe a esse desafio. Toda minha indignação e dúvidas acerca do tema estão embasadas nas hipoteses: Será que todos os canditados ao curso de medicina tem consciencia da responsabilidade que a profissão exige? Será que esses jovens tem plena consciencia de que estarão lidando diretamente com a vida humana? Sinceramente não gosto de pensar nisso, quando me lembro das verdadeiras atrocidades cometidas por médicos e profissionais da saúde em todos os cantos desse país. Não gosto de imaginar que seres humanos morrem nas portas de hospitais públicos por total falta de atendimento médico. Seja por qual motivo...falta de condições materiais, seja por condições ideológicas, ou seja por condições psicológicas, para um médico que se vê diante do verdadeiro caos que é a nossa saúde pública. O ser humano que nesse momento se defronta com o dilema: ser humano e atender do modo que me for possível (situação de guerra) ou ser profissional e desistir do atendimento, sem pensar no destino do infeliz paciente? Pense...reflita com toda calma do mundo...e se possível me dê um retorno...se puder! Vera Maria

domingo, 27 de março de 2011

EMPREENDIMENTO EDUCACIONAL X IDEOLOGIAS EDUCACIONAL

Caros amigos blogueiros e pesquisadores acadêmicos!! Namastê!!!! Primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora...mas se estiver blogado saberás que a vida continua e que temos que ralar muito para cumprir a rotina diária que nossa sociedade ‘intelectualizada‘ exige. Continuando nosso tema sobre a disputa para ingressar num curso de medicina. Qual sua opinião? Será que todos os candidatos tem consciência da responsabilidade que deve exercer nessa profissão? Será que esses jovens tem plena consciência de que estarão lidando com a vida humana? Ou melhor...será que esses jovens sabem que deverão tomar decisões sobre a vida humana? Estou envolvida indiretamente, nessa área quando me deparo com jovens pré-universitários que definem passar no vestibular para medicida com o objetivo de ficarem ricos e famosos.... Sinceramente não gosto de pensar nisso, quando me lembro das verdadeiras atrocidades que estão sendo cometidas por médicos em todos os famigerados plantões de emergências médicas em todos os hospitais desse enorme pais. Nesse momento, não consigo deixar de me perguntar: porque que a concorrência para vestibulares em todo país na carreira de medicina é tamanha e, a saúde pública continha um verdadeiro caos?! Aí vai uma perguntinha ingênua de alguém que acredita no ser humano e na solidariedade deste: Onde estão os médicos formados pelas universidades públicas nos últimos 30 anos em nossa país?! Médico de consultórios altamente decorados, em prédios caríssimos....que cobram consultas acimas de 200 reais estão exercendo a medicina segundo Hipócrates? Tá legal...o coitado do Hipócrates não tem culpa nenhuma, mesmo porque, o próprio nome de batismo o condena..... mas será que o médico de consultório que apenas aprendeu a pedir exames (já diagnosticados pelos especialistas: radiologistas e bioquímicos). Esses profissionais estão colaborando com a cura ou com a indústria da doença? o que é mais barato: curar um paciente com medicamentos caseiros e mudanças de hábitos ou fomentar a gravidade dos sintomas para medicar um remédio altamente industrializado que custa 300 reais mensais e que se torna indispensável a sobrevivencia do paciente? Será que alguém que no momento não esteja doente...ou seja, que não se considera um "paciente"...em qualquer esfera da medicina poderia argumentar sobre esse tema? Está aberto o debate: medicina x indústria da doença: quem está vencendo essa guerra?! Confesso que não gosto de imaginar que seres humanos morrem nas portas dos hospitais públicos por total falta de um simples (não menos importante) médico generalista, para atender e amenizar a dor do ser humano que busca um alívio. Diante de tamanho dilema, me vi envolvida numa situação cuja justiça é a protagonista. Diante desse episódio, não consigo deixar de me questionar: onde esse mundo vai parar? Se é que um dia vai!....Como coordenar tamanhas divergências que vão de encontro a tudo que aprendemos nos campus universitários? Como administrar todas as voluptuosas informações veiculadas pela mídia, principalmente pela famigerada ou sagrada internet que tudo sabe, tudo pode, tudo vê? Como a educação, nos modelos que conhecemos pode enfrentar as grandes empresas educacionais dirigidas por empresários que nada conhecem de ideologias educacionais porém sabem tudo sobre “como gerir um grande negócio educacional” uma vez que a sociedade emerge para a informação, (veja quanta ironia)..em detrimento da formação.

A globalização do conhecimento, aliada a “ formação infor-sistematizada” , (existe esse termo??!!) que tem conquistado um mercado fértil e altamente lucrativo para os empresários da educação através dos cursos de graduação e pós-graduação....não importa a que preço, os melhores serão reconhecidos pelos títulos que por ventura tenha conquistado ( ou seria comprado?!)...não importando quantos tsunames venham a ocorrer no planeta durante esse período.... Todos desejamos ser um Dr. Holwood. Assim não existe mais doença, dor, sofrimento de nenhuma natureza...a saude e a falicidade está explicida na face de todas as celebridades...lindas e atraentes...(vai me convencer do contrário???????????)

Dessa forma as questões estéticas sobrepõe as questões médicas e as questões psicológicas são vertiginosamente resolvidas com uma intervenão cirurgica que corrige todas as estruturas psicológicas com a retomada da sua própria auto-estima. Não importa o risco cirurgico, não importa a artificialidade, ñão importa as consequencias...o que importa na verdade é que o milagre da transformação morfológica tem sido sobreposta a sinceridade da qualidade de vida como dádiva Divina nesse planeta.Sinceramente não gostaria de estar no lugar de Deus para compreender tamanha confusão em que o ser humano se envolveu nos últimos 200 anos!

Se , somente se, alguém puder gastar um tempinho para responder a essa questão...agradecerei do fundo do meu coração que , atualmente anda bastante angustiado... Caso alguém, se habilite, será um prazer dialogar com você!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

DISPUTA POR UMA VAGA EM MEDICINA...É LEGAL OU IMORAL?

A Ética no exercício da medicina

Roberto Luiz d’Avila

Especialista em Cardiologia, mestre

em Neurociências e

Comportamento, doutorando em

Bioética pela Universidade do

Porto, Portugal, professor adjunto

do Departamento de Ciências

Morfológicas - Centro de Ciências

Biológicas da Universidade Federal

de Santa Catarina (UFSC) e

presidente do Conselho Federal de

Medicina (2009-2014), Brasil

Não existe, na medicina, nada mais clássico e moderno, ao mesmo tempo, do que a ética médica e os temas discutidos pela bioética. Esses tópicos acompanham todos os passos da história da disciplina, merecendo destaque, uma vez que exercem papel preponderante como guia de conduta dos médicos. Além disso, com a incorporação na prática médica de novas tecnologias, mais importante torna-se a reflexão sobre a ética em medicina e a discussão do desenvolvimento moral de acadêmicos e profissionais desta área, haja vista que a responsabilidade profissional cresce proporcionalmente ao desconhecimento leigo sobre as implicações do uso dessas novas tecnologias. Hoje, a ética médica vem sendo estudada formalmente, seja por meio da transmissão vertical de conteúdos relativos aos princípios deontológicos e da bioética seja pela análise de problemas éticos e morais encontrados na clínica. Essas tentativas para incorporar parâmetros éticos e morais no processo ensino aprendizagem decorrem do entendimento de que não basta um código de ética médica para orientar o comportamento dos profissionais; falar em ética médica é falar em moral e em tomadas de decisões que transcendem os aspectos puramente cognitivos atualmente tão valorizados no meio médico .

Diante da crise de credibilidade que afeta a prática profissional tornou-se primordial dar atenção especial aos estudantes de medicina que, durante sua formação acadêmica, devem adquirir não apenas uma gama de conhecimentos técnicos, mas, igualmente, conhecimentos e valores éticos que nortearão toda a sua vida profissional, segundo os conceitos da moralidade médica contemporânea.Frente aos desafios do contexto que se apresenta, parece pertinente trazer à baila as recomendações de Goldie acerca dos objetivos principais do ensino de ética médica

  • ensinar a reconhecer os aspectos éticos e humanísticos da profissão médica;
  • permitir a afirmação dos preceitos morais individuais e profissionais;
  • propiciar conhecimento geral acerca de Filosofia, Direito e Sociologia;
  • permitir a aplicação deste conhecimento no pensamento clínico; e
  • auxiliar no desenvolvimento das habilidades necessárias para a aplicação destes conhecimentos no tratamento das necessidades clínicas humanas.

Isso significa, portanto, fazer com que o alunado desenvolva habilidades morais, aprendendo a resolver os dilemas éticos que surgirão na prática profissional cotidiana, embasando-se para tanto em princípios e valores. Nesta direção, não é demais repertir, faz-se mister promover o desenvolvimento moral dos estudantes ao longo de todo o curso, inclusive construindo ou aprimorando mecanismos eficazes para a avaliação dessas competências. Apesar desse contexto adverso (ou mesmo em decorrência dele) o momento é favorável, pois estimula a que todos, médicos, estudantes e educadores, engajem-se no compromisso de resgatar a melhor formação moral no exercício profissional, com ênfase no ensino das humanidades. É necessário não esquecer que toda a história do desenvolvimento moral do humanidade, chamada de aurora da consciência (que, paradoxalmente, os teólogos clássicos designam como a queda do homem), tem sido a marcha constante e ascendente na escala da responsabilidade, desde uma ação pré-escolhida até aquela eminentemente deliberada, que se desloca da moralidade habitual (emocional) para a moralidade refletida (racional)

Ao mover-se para além da existência animal, o homem só contou com duas vantagens biológicas para emancipá-lo dos hábitos e limites irracionais de sua natureza: a primeira e mais importante foi o crescimento do lobo frontal (inteligência), que o ajudou a escolher não apenas os fins, mas os meios a segunda foi sua postura ereta, liberando suas mãos e lhe conferindo o nome genérico grego anthropos, que significa aquele que anda com a face para o céu Parece evidente, pois, que aqueles que assumem a responsabilidade de cuidar de alguém, que têm conhecimento dos fatos e que exercitam a liberdade de escolha e o respeito pela autonomia dos outros, são seres verdadeiramente morais.

Sem liberdade de escolha ou direito de saber a verdade as pessoas seriam apenas marionetes, manipuladas por cordões atados aos movimentos de outrem. Neste ponto, cabe retomar a pergunta inicial deste artigo: é possível educar moralmente? De acordo com o que foi visto, reitera-se que a resposta é sim. Porém, é preciso compreender o sentido de educar. No presente caso, assume-se seu poder limitado de moldar ou dar forma a conteúdo existente. Mas, vale a pena insistir, evitando que ações impensadas no condimento da juventude ou na selva do mercado rotulem recém profissionais, desvirtuando-os de suas metas mais nobres de ajudar ao próximo, garantindo-lhe melhor vida e morte mais digna.

Finalmente, o erro médico, o abuso de um ou outro profissional que, demonstrando habilidade cognitiva, justificou diante de exigências escolares formais ser merecedor de

diploma médico, não deve ser considerado improvável . É possível que alguns obtenham o título de médico sem jamais chegar a cumprir o juramento hipocrático.

O tratamento do paciente não pode prescindir de afeto por parte do médico, que no uso de seus conhecimentos técnicos não deve ignorar o outro ser humano, demonstrando empatia e compreensão. Não se deve esperar que um psicopata chegue a desenvolver tais capacidades, que sinta algo além do prazer de desfrute pessoal usando os outros, a profissão e o reconhecimento dela derivado. Para este, a educação ou formação moral tem sentido apenas como recurso retórico para impressionar e agregar poder ao seu arsenal destruidor.

Contudo, felizmente, a maioria dos que procuram a medicina a exercem com desígnio humanitário, principalmente nos dias atuais, quando alguns cursos superiores e formações técnicas, demandando menor esforço, proporcionam maiores ganhos econômicos.

PREZADO LEITOR, GOSTARIA DE CONHECER SUA OPINIÃO APÓS LER ESTAS AFIRMAÇÕES EMBASADAS POR UM PROFISSIONAL COMPETENTE. MINHAS HUMILDES DÚVIDAS COMO 'PACIENTE"

É...DEVO ACREDITAR NAS PALAVRAS DESSE PROFISSIONAL?

ESSE PROFISSIONAL REALMENTE ESTÁ HABILITADO CIENTIFICAMENTE PARA DETERMINAR MEU FUTURO COMO PESSOA?

COMO POSSO ME CERTIFICAR DESSE DIAGNÓSTICO, APÓS VÁRIAS CONSULTAS COM TAL PROFISSIONAL?

É NORMAL, ÉTICO, MORAL E LEGAL SOLICITAR UMA SEGUNDA, TERCEIRA OU QUARTA OPINIÃO?

QUAIS OS MEUS DIREITOS ENQUANTO MERO "PACIENTE" LEIGO E FRAGILIZADO PELA "DOENÇA" PREVIAMENTE" DIAGNOSTICADA, OU NÃO!?

O CRM TERIA ALGO A DIZER? ESTOU ANSIOSA PRA CONHECER ESSE POSICIONAMENTO.

EXISTIRIA UM PERFIL PSICOPROFISSIOGRAFICO PARA O EXERCICIO DA MEDICINA?

PORQUE A PROCURA PELOS VESTIBULARES É TAMANHA EM TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS SE, CONHECIDAMENTE SABEMOS QUE OS MÉDICOS TRABALHAM SOB FORTE PRESSÃO EMOCIONAL, INSALUBRIDADE, EXCESSO DE PACIENTES, FALTA DE INSUMOS BÁSICOS EM HOSPITAIS GERAIS CONHECIDAMENTE IMPRÓPIOS PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL?

PORQUE JOVENS DE TODO O PAÍS INSISTEM EM UMA PROFISSÃO TÃO SOFRÍVEL, TÃO INSALUBRE, TÃO NEGLIGENCIADA PELO PODER PUBLICO?

SERIA PELA POSSIBILIDADE DE FICAR MILIONÁRIO EXERCENDO CERTAS ESPECIALIDADES PRECONIZADAS PELA MÍDIA?

ANALISE ESSE ITENS ABAIXO E POR FAVOR ENVIE SUA CONSIDERAÇÃO. DESDE JÁ AGRADEÇO SUA COLABORAÇÃO.

Pré-requisito para ser um bom médico

· Estar estimulado e capacitado para a prática da educação permanente, especialmente para a auto-aprendizagem;

· Exercer a medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos validados cientificamente;

· Dominar as técnicas de leitura crítica indispensáveis frente à sobrecarga de informações e da transitoriedade de conhecimentos;

· Dominar os conhecimentos científicos básicos de natureza biopsico-social subjacentes à prática médica;

· Ter domínio dos conhecimentos de fisiopatologia, procedimentos diagnósticos e terapêuticos necessários à prevenção, tratamento e reabilitação das doenças de maior prevalência epidemiológica e aspectos da saúde ao longo do ciclo biológico: saúde individual da criança, do adolescente, do adulto e do idoso com as peculiaridades de cada sexo; saúde da família e da comunidade; doenças crônico degenerativas; neoplasias malignas; causas externas de morbi mortalidade; doenças mentais e psicossociais; doenças infecciosas e parasitárias; doenças nutricionais; doenças ocupacionais; ambientais e iatrogênicas;

· Ter capacitação para utilizar recursos semiológicos e terapêuticos contemporâneos, hierarquizados para atenção integral à saúde, no primeiro, segundo e terceiro níveis de atenção;

· Utilizar procedimentos semiológicos e terapêuticos conhecendo critérios de indicação e contra-indicação, limitações, riscos, confiabilidade e sua validação científica;

· Atuar dentro do sistema hierarquizado de saúde obedecendo aos princípios técnicos e éticos da referência e contra-referência;

· Saber atuar em equipe multiprofissional, assumindo quando necessário o papel de responsável técnico, relacionando-se com os demais membros em bases éticas;

· Exercer a medicina com postura ética e humanística em relação ao paciente, família e à comunidade, observando os aspectos sociais, culturais, psicológicos e econômicos relevantes do contexto, baseados nos princípios da bioética;

· Ter uma visão social do papel do médico e disposição para engajar-se em atividades de política e de planejamento em saúde;

· Informar e educar seus pacientes, familiares e comunidade em relação à promoção da saúde, prevenção, tratamento e reabilitação das doenças, usando técnicas adequadas de comunicação;

· Conhecer as principais características do mercado de trabalho onde deverá se inserir, procurando atuar dentro dos padrões locais, buscando o seu aperfeiçoamento considerando a política de saúde vigente;

· Utilizar ou administrar recursos financeiros e materiais, observando a efetividade, visando a eqüidade e a melhoria do sistema de saúde, pautada em conhecimentos validados cientificamente.

Viver, Crescer, Aprender, Adolescer,Juvenescer e Envelhecer...

Haveria outro final?

Desafio a quem estiver antenado (a) para alimentar tamanha dúvida!

1. É NORMAL DESEJAR A PRÓPRIA MORTE DEVIDO A MÁ QUALIDADE DE VIDA?
2. É NATURAL DESEJAR AOS PARCEIROS QUE TE ACOMPANHEM NESSA EMPREITADA? OU SEJA, PEDIR OU ESPERAR QUE SEUS AMORES TBM COMETAM SUICÍDIO?
3. A CIENCIA TEM O PODER DE LIMITAR OU PROLONGAR A VIDA DE UM PACIENTE MESMO SEM A VONTADE DESTE?
4 . QUEM GANHA COM O PROLONGAMENTO DA VIDA DE UM PACIENTE DEPRIMIDO E SUICIDA?
5. ATÉ ONDE A MEDICINA PODE SE BENEFICIAR DESSA TRAGÉDIA?
6. QUEM PAGA LITERALMENTE (FINANCEIRAMENTE) POR SITUAÇÕES PARECIDAS?
7 NO EXERCÍCIO DA MEDICINA O QUE DEVE PREVALECER? A MORTE NATURAL COM HONRA OU A VIDA VEGETATIVA COM ALTÍSSIMOS CUSTOS HOSPITALARES?
8.COMO MERO ESPECTADOR, QUAL A SUA OPINIÃO? CRIME OU ATO HUMANITÁRIO?