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quarta-feira, 10 de junho de 2020
sábado, 11 de abril de 2020
Autismo e quarentena: mães têm novos desafios com
filhos em casa
Quebra da rotina pode estar sendo ainda mais difícil para as famílias
com crianças autistas, e psicóloga dá dicas de atividades para estimular o
desenvolvimento em casa
Escrito por Bárbara Correa
Redação Minha Vida
Em 8/4/2020
Durante o isolamento social
devido à COVID-19, ficar em casa tem afetado diretamente a saúde mental de
muitas pessoas. No entanto, a quebra de rotina e as diversas incertezas quanto
a esse período podem ser ainda mais difíceis para os pais de crianças com autismo.
"Tem sido muito
difícil manter um filho autista na atual condição em que estamos vivendo. A
quebra da rotina, a falta de compreensão de algo tão abstrato como o contágio
por um vírus, são barreiras que vêm nos abalando muito", comenta Josiane
Mariano, mãe do Heitor, de 9 anos.
Foto: Arquivo pessoal
Segundo a psicóloga e
analista de comportamento do Grupo Conduzir, Giovana Vasconcellos, as
dificuldades nesse período para as famílias de indivíduos com TEA podem estar
relacionadas com os possíveis comportamentos resultantes da alteração tão
intensa na rotina.
"É importante
dizer que nem todos que estão no espectro podem ter dificuldades com essas
mudanças, porém esse pode ser um dos sintomas marcantes que se dá tanto pelo
baixo repertório social do indivíduo ou até mesmo por comportamentos rígidos de
apegos a rotina", explica ela.
Para Fabiana da Silva
Santos Rodrigues, mãe dos gêmeos de 12 anos que possuem o espectro autista,
Nicolas Eduardo e Vitor Henrique, as crianças que não possuem essa condição
podem estar sentindo ainda mais falta da vida social que tinham antes. No
entanto, ela aponta algumas dificuldades com seus filhos.
Foto: Arquivo pessoal
Atividades
dentro de casa para crianças autistas
A solução encontrada
por Fabiana para manter Nicolas e Vitor ativos e aprendendo tem sido encontrar
um tempo para estar presente em atividades que eles gostam e sintam-se felizes
em realizá-las.
N
Josiane também tem
tentado colocar em prática atividades prazerosas para seu filho Heitor, como
brincadeiras estruturadas ou que coloquem o físico para trabalhar. Ela conta
que também lida com muita paciência com comportamentos inadequados de negação
ou choro.
A psicóloga Giovana
explica que é importante que as crianças com o espectro tenham essas atividades
nesse período, pois garante que seus repertórios de ensino e aprendizado
continuarão em desenvolvimento.
"A aproximação e
participação dos pais é fundamental em todos os momentos da intervenção. Eles
fazem parte da equipe, sem o seu engajamento na estimulação em momentos que os
terapeutas não estão presentes pode limitar o desenvolvimento da criança",
comenta a psicóloga.
Algumas das
atividades recomendadas pela psicóloga são brincadeiras livres, em que as
famílias possam usar recursos que têm em casa para explorar a criatividade.
Confira algumas dicas:
·
fazer pintura
·
ajudar os pais na cozinha
·
ter uma sessão cinema
·
usar caixa de papelão para montar um carro ou casa
·
pular amarelinha
·
pular corda
Como
ter uma boa convivência familiar na quarentena?
Giovana explica que
essa é uma situação nova e diferente para todos, tanto para as crianças quanto
para os adultos. Portanto, é natural que ambos enfrentem momentos de
maiores ansiedade e até
mesmo estresse.
"A dica é que as
famílias aproveitem, dentro do possível, essas oportunidades para conhecer seus
filhos de outras maneiras e com outros olhares. Nos momentos livres, é
importante não se preocuparem ou culparem se a brincadeira não estiver
parecendo tão legal quanto geralmente é, afinal, a rotina de todos não está
como geralmente é", afirma.
Os tempos destinados
para interação livre devem ser de qualidade - mesmo que sejam curtos. A
psicóloga afirma que é importante que os pais busquem brincadeiras que sejam
divertidas também para os adultos, para que aquela hora se torne leve e
divertida para todos.
"Por fim, amor e
carinho são sempre a base de tudo, independente de quarentena ou não - sem
moderação", diz Giovana.
Fabiana conta que tem
sido difícil conciliar o trabalho, casa e filhos, pois antes os gêmeos iam para
a escola e faziam terapia. "Parece que todos, até eu mesma, acreditam que,
se estamos em casa, tudo passa a ser nossa responsabilidade. Mas têm momentos
que não consigo dar conta de tudo, tornando o dia mais pesado e difícil de
levar" conta.
"A dificuldade
em manter dois filhos com autismo na quarentena está em proporcionar atividades
para mantê-los ativos, participativos, aprendendo. Além disso, temos que
vigiá-los o tempo todo. Se tratando de autismo, tudo é uma incógnita e uma
crise pode aparece a qualquer momento", completa.
In: In: https://www.minhavida.com.br
Papai Noel existe? Como responder essa pergunta a
seu filho
Contar a verdade sobre o bom velhinho, o Coelhinho da Páscoa e essas
outras figuras não precisa ser traumático
Escrito por Daniella Freixo de Faria
Psicologia - CRP 58821/SP
Por Especialistas - Em 16/12/2013
Por Roman Samborskyi/Shutterstock
O que fazer quando
nos perguntam se Papai Noel existe? Ou coelho da Páscoa ou a Fada do Dente? Pra
que servem esses símbolos tão ricos?
As perguntas sobre a
existência um dia irão aparecer, ou porque as crianças estão crescendo, ou pelo
contato com outros amigos, que trazem essas questões à tona. É importante que,
antes de tudo, possamos entender a função e a importância dessa experiência. O
Papai Noel, a Fada do Dente, o Coelhinho da Páscoa...
Todos esses
"amigos" ensinam às crianças bons valores: como a bondade,
a fé, a esperança, a alegria, o sonho,
o amor, a alegria de uma surpresa. Aprendem que existe
algo a mais, algo que nos conecta a todos, de uma maneira muito amorosa e
alegre.
Uma experiência
lúdica, uma experiência de fé. Nosso desafio é mostrar para as crianças que
essa experiência vive dentro de nossos corações e sim, irá se transformar, mas
nunca morrer, desaparecer.
Esses símbolos nos
ajudam a compreender emoções e sentimentos e nos auxiliam a entrar em contato
com o espírito dessas datas que são tão especiais. O espírito da entrega,
doação, gratidão, comunhão, do crescimento e do quanto vale a pena crescer.
A criança que vive
essa experiência de maneira amorosa e rica, tende a se tornar um adulto que
acredita em si mesmo e nesse algo a mais e que assim acredita também na vida.
Confia que vale a pena investir em si mesmo e nos outros, nas relações.
Em
que idade podem descobrir?
Porém, quando o
pensamento lógico a todo vapor surge aos sete a nove anos e começa a entrar em
contato com essa experiência, perguntas começam a aparecer. E ai nós ficamos
perdidos, sem saber o que fazer.
Mas há um caminho
mais suave para trilharmos. A primeira coisa é perguntarmos para a
criança o que ela acha, assim você terá uma ideia de como esta construção
esta se dando. Se ela estiver pronta, é hora de contar a verdade.
O ponto mais
importante é sabermos que essa verdade não é algo que vem a desmontar algo e
sim transformar. A criança perceberá todos esses elementos como
grande ajuda na manutenção da fé, da magia de viver, da alegria de viver. E com
esses símbolos vivos, perceberá que toda essa emoção já vive dentro de seu
coração.
A conexão com o
nascimento, a transformação, o renascimento, o amor, a paz. Toda essa conexão
pode e será mantida. E esses símbolos sempre alegrarão seu coração, exatamente
por nos trazerem para essa conexão.
A verdade que apenas
transforma e traz para ainda mais perto a emoção destes momentos que sempre
existirão na vida de todos nós. Momentos que se renovam com as crianças das
nossas vidas.
O importante é
cuidarmos de onde falamos, mas pensem: se vivemos esses momentos com as
crianças isso já aconteceu de um lugar de muito amor e respeito. E se fizemos
isso, o fizemos porque nossa criança interna viveu esse momento e ainda vive de
alguma forma.
Portanto, a verdade
que transforma traz a tona o tamanho desse amor e do quanto nossas crianças são
tão importantes pra nós. Com as crianças que já sabem a verdade, é possível ver
o respeito nos olhos e a alegria de hoje sabendo dessa magia, continuar
compartilhando a mesma alegria e amor, o símbolo faz sentido e seu significado
segue firme.
Desse modo, é
possível vermos a criança ainda pedir que seja o papai Noel a entregar o seu
presente. E ainda podemos ver uma enorme gratidão por aquele bom velhinho que
se veste e contribui para essa noite tão especial.
sábado, 14 de março de 2020
EDUCAÇÃO INFANTIL - O GRITO
Gritar não faz com que crianças aprendam com os erros
Ao elevar o tom de voz ela não assimila a mensagem passada pelos pai
Daniella Freixo de Faria
PSICOLOGIA - CRP 58821/SP
PSICOLOGIA - CRP 58821/SP
ESPECIALISTA MINHA VIDA
Vale sempre muito a
pena refletir sobre como estamos conduzindo a educação das crianças.
O grito tem acontecido com bastante frequência. Parece funcionar, mas ao mesmo
tempo o aprendizado das crianças não acontece e os gritos se repetem cada vez
mais.
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Funciona mais ou
menos assim: as crianças começam a obedecer seus pais somente quando os gritos
aparecem , como se tivessem criado um espaço de tempo entre o pedido e o grito.
O pensamento acontece mais ou menos assim: "como sei que minha mãe ainda
não gritou , entendo que tenho ainda mais tempo pra enrolar pra ir tomar banho",
por exemplo. Essa é a reflexão da criança que, muito inteligente, percebe o
nosso funcionamento e se adequa a ele.
O grito funciona
como um grande susto. A criança sente a pressão, a irritação ou até mesmo a
raiva e sai em disparada, assustada para fazer o que lhe foi gritado. No grito
não absorve o que foi dito, o conteúdo do grito, por isso o pequeno volta a
repetir esse mesmo comportamento até que mais um grito acontece. Ou seja, pais
e mães passam a gritar todos os dias.
A criança entende
que é só no grito que tem realmente que fazer as coisas. Funciona como um
grande ciclo vivo, alimentado por nós adultos e pelas crianças. Gritamos, as
crianças fazem o que é preciso, sentimos culpa, pedimos desculpa e falamos de
uma maneira melhor, mas, no dia seguinte, gritamos novamente e refazemos o
mesmo processo de total incoerência na sua forma.
Essa incoerência
conta que nossa missão de educadores esta totalmente a mercê de nosso estado
interno. Variamos de acordo com o que ocorre em nossos corações, afinal somos
humanos, mas essa variação dentro da educação faz com que a confusão na
comunicação se instale e a condução tão necessária se perca no meio do caminho.
Educar assim é bem mais difícil.
Cuidar de como nos
comunicamos é o primeiro passo. Olhar nos olhos, ir até a criança e falar com
clareza e cuidado do que precisa acontecer. Isso facilita o dia a dia nas
tarefas necessárias e repetitivas. Para isso, começamos cuidando para
afirmarmos, conduzirmos a criança ao invés de perguntarmos se ela quer ir tomar
banho.
O que passa em
nosso coração faz toda diferença. A irritação quando toma conta contamina esse
ambiente e toda a nossa comunicação. O caminho é dizer isso ao filho. A criança
não precisa saber de detalhes, mas quando contamos a ela que estamos irritados
com alguma outra coisa e precisamos de sua ajuda, elas surpreendem e ajudam,
fazem sua parte pra valer.
Além disso, só o
fato de falarmos de nosso estado interno já nos possibilita acessar outro nível
de consciência. Podemos sentir, perceber que aquela criança está ali nos
olhando, aprendendo conosco, nos esperando e nós, os adultos, podemos sim
cuidar melhor desse encontro. Às vezes é assim mesmo, basta ter consciência e a
situação já não é mais a mesma, já esta transformada e aberta em novas e boas
possibilidades. Não é raro nos surpreendermos com um belo colinho dos pequenos.
Existir, ser,
perceber-se, cuidar de si mesmo para cuidarmos de que lugar encontramos nossos
filhos faz toda a diferença nessa jornada de educação. Damos a eles o alívio de
saberem que é desse lugar de respeito que também seguimos aprendendo. Afinal
somos todos, crianças e adultos, eternos aprendizes.
domingo, 8 de março de 2020
ALERTA AOS PAIS E PROFESSORES!
Desafio do sal: consequências vão de tontura a
inchaço cerebral
Na nova brincadeira, adolescentes enchem a boca de sal e tentam engolir;
entenda como o corpo reage nesta situação
Escrito por Raisa Cavalcante
Redação Minha Vida
Em 3/3/2020
Após a polêmica
do desafio da rasteira,
adolescentes estão viralizando uma nova "brincadeira" na rede social
TikTok: o desafio do sal. Desta vez, os jovens enchem a boca de sal
e tentam engolir. Toda a reação é filmada - muitas vezes acompanhadas de
engasgos, cuspidas e caretas.
O novo desafio tem
preocupado os pais, e com razão, já que o consumo exagerado de sal em um curto
tempo pode trazer malefícios imediatos para a saúde. Conversamos com um
cardiologista para entender melhor os prejuízos causados por este desafio.
O
que acontece com o corpo
O primeiro sintoma
que o corpo apresenta é o processo de desidratação dos tecidos pelo
alto teor de sal ingerido. O cardiologista Paulo Chaccur explica
que a pessoa começa a sentir muita sede, o que leva a ingerir muito líquido
para se saciar.
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Isso sobrecarrega o
volume da circulação, aumentando a pressão arterial e podendo levar à descompensação
cardíaca.
Além disso, a pessoa
pode ter uma ligeira sensação de mal-estar em função da
hipernatremia (excesso de sódio na circulação sanguínea).
Desafio
do sal pode causar coma
O desafio propõe a
ingestão de muito sal e um dos primeiro sintomas é a tontura. Segundo o
cardiologista, isso acontece porque, na medida em que a pessoa desidrata, o
volume da circulação aumenta e, consequentemente, altera o fluxo cerebral.
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"A desidratação
leva a esse torpor e depois à sensação de hipernatremia. Isso pode resultar
em coma pela elevação acentuada do nível de sódio no
organismo, que tem como consequência desencadear o edema cerebral (quando o cérebro incha
pelo excesso de sal e líquido no organismo)", ressalta o especialista
Paulo Chaccur.
Os riscos de
complicações desse desafio são enormes e, segundo o médico, podem até levar à
morte caso não sejam medicadas a tempo.
"Além do ponto
neurológico de coma, pode acontecer eventualmente alterações ventilatórias,
quando a respiração fica irregular, que, se não diagnosticadas imediatamente,
pode levar à alteração do ritmo do coração e uma parada cardíaca, por exemplo", explica.
sexta-feira, 6 de março de 2020
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