PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

terça-feira, 23 de junho de 2020

Complexo de Édipo

Significado do Complexo de Édipo

O que é o Complexo de Édipo:

Complexo de Édipo é uma fase do desenvolvimento psicossexual da criança do sexo masculino, que se caracteriza quando esta começa a sentir uma forte atração pela figura materna e se rivaliza com a figura paterna.
O Complexo de Édipo pertence ao processo que forma a sexualidade infantil, um conceito desenvolvido pelo neurologista e criador da Psicanálise, Sigmund Freud. Normalmente, o Complexo de Édipo surge durante a chamada “Fase Fálica”, que sucede a “Fase Oral” e “Fase Anal”, de acordo com a psicanálise freudiana.
Este termo – Complexo de Édipo - se originou a partir da mitologia grega, nomeadamente por influência da história que envolve a tragédia grega “Édipo Rei”, escrita originalmente por Sófocles, em 427 a.C.
Resumidamente, a lenda do “Édipo Rei” conta a história de como Édipo assassinou o seu pai e casou com a própria mãe, tendo quatro filhos com ela. Ambos, no entanto, não sabiam que eram mãe e filho. Quando descobriram (através do oráculo), Jocasta, a mãe de Édipo, se suicidou. O rapaz, como punição por não ter sido capaz de reconhecer a própria mãe, furou os dois olhos e ficou cego.
De acordo com a psicanálise, o Complexo de Édipo surge entre os 3 e 5 primeiros anos de vida da criança. A partir da relação que Freud faz com a lenda grega, nesta fase se desenvolve um “desejo incestuoso” da criança pela mãe, ao mesmo tempo que cria uma relação de conflito e disputa com o pai.
Alguns dos sintomas do Complexo de Édipo incluí o ciúme que o menino sente da mãe, quando esta está num convívio mais íntimo com o marido, por exemplo.
De acordo com Freud, a superação Complexo de Édipo é essencial para que a criança perceba a representatividade do pai na relação, assim como a estruturação da personalidade individual do menino.
Caso não haja uma correta resolução do Complexo de Édipo, este pode acarretar algumas consequências no comportamento do futuro adulto, como: dependência exagerada do sexo oposto, submissão ou opressão.
Ver também: o significado do Ego.

Complexo de Electra

Também conhecido sob a doutrina psicanalítica freudiana por “Complexo de Édipo Feminino”, consiste no desejo e atração que a criança do sexo feminino sente pela figura paterna.
O termo “Complexo de Electra” foi criado pelo psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung, em referência ao mito grego de Electra.
Segundo a mitologia grega, Electra teria ordenado a morte da própria mãe, após descobrir que esta mandou assassinar o seu pai.
Saiba mais sobre o significado do Complexo de Electra.

sábado, 11 de abril de 2020


Autismo e quarentena: mães têm novos desafios com filhos em casa
Quebra da rotina pode estar sendo ainda mais difícil para as famílias com crianças autistas, e psicóloga dá dicas de atividades para estimular o desenvolvimento em casa
Escrito por Bárbara Correa
Redação Minha Vida
Em 8/4/2020


Durante o isolamento social devido à COVID-19, ficar em casa tem afetado diretamente a saúde mental de muitas pessoas. No entanto, a quebra de rotina e as diversas incertezas quanto a esse período podem ser ainda mais difíceis para os pais de crianças com autismo.
"Tem sido muito difícil manter um filho autista na atual condição em que estamos vivendo. A quebra da rotina, a falta de compreensão de algo tão abstrato como o contágio por um vírus, são barreiras que vêm nos abalando muito", comenta Josiane Mariano, mãe do Heitor, de 9 anos.





Foto: Arquivo pessoal
Segundo a psicóloga e analista de comportamento do Grupo Conduzir, Giovana Vasconcellos, as dificuldades nesse período para as famílias de indivíduos com TEA podem estar relacionadas com os possíveis comportamentos resultantes da alteração tão intensa na rotina.
"É importante dizer que nem todos que estão no espectro podem ter dificuldades com essas mudanças, porém esse pode ser um dos sintomas marcantes que se dá tanto pelo baixo repertório social do indivíduo ou até mesmo por comportamentos rígidos de apegos a rotina", explica ela.
Para Fabiana da Silva Santos Rodrigues, mãe dos gêmeos de 12 anos que possuem o espectro autista, Nicolas Eduardo e Vitor Henrique, as crianças que não possuem essa condição podem estar sentindo ainda mais falta da vida social que tinham antes. No entanto, ela aponta algumas dificuldades com seus filhos.

Foto: Arquivo pessoal
Atividades dentro de casa para crianças autistas
A solução encontrada por Fabiana para manter Nicolas e Vitor ativos e aprendendo tem sido encontrar um tempo para estar presente em atividades que eles gostam e sintam-se felizes em realizá-las.
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Josiane também tem tentado colocar em prática atividades prazerosas para seu filho Heitor, como brincadeiras estruturadas ou que coloquem o físico para trabalhar. Ela conta que também lida com muita paciência com comportamentos inadequados de negação ou choro.
A psicóloga Giovana explica que é importante que as crianças com o espectro tenham essas atividades nesse período, pois garante que seus repertórios de ensino e aprendizado continuarão em desenvolvimento.
"A aproximação e participação dos pais é fundamental em todos os momentos da intervenção. Eles fazem parte da equipe, sem o seu engajamento na estimulação em momentos que os terapeutas não estão presentes pode limitar o desenvolvimento da criança", comenta a psicóloga.
Algumas das atividades recomendadas pela psicóloga são brincadeiras livres, em que as famílias possam usar recursos que têm em casa para explorar a criatividade. Confira algumas dicas:
·         fazer pintura
·         ajudar os pais na cozinha
·         ter uma sessão cinema
·         usar caixa de papelão para montar um carro ou casa
·         pular amarelinha
·         pular corda
Como ter uma boa convivência familiar na quarentena?
Giovana explica que essa é uma situação nova e diferente para todos, tanto para as crianças quanto para os adultos. Portanto, é natural que ambos enfrentem momentos de maiores ansiedade e até mesmo estresse.
"A dica é que as famílias aproveitem, dentro do possível, essas oportunidades para conhecer seus filhos de outras maneiras e com outros olhares. Nos momentos livres, é importante não se preocuparem ou culparem se a brincadeira não estiver parecendo tão legal quanto geralmente é, afinal, a rotina de todos não está como geralmente é", afirma.
Os tempos destinados para interação livre devem ser de qualidade - mesmo que sejam curtos. A psicóloga afirma que é importante que os pais busquem brincadeiras que sejam divertidas também para os adultos, para que aquela hora se torne leve e divertida para todos.
"Por fim, amor e carinho são sempre a base de tudo, independente de quarentena ou não - sem moderação", diz Giovana.
Fabiana conta que tem sido difícil conciliar o trabalho, casa e filhos, pois antes os gêmeos iam para a escola e faziam terapia. "Parece que todos, até eu mesma, acreditam que, se estamos em casa, tudo passa a ser nossa responsabilidade. Mas têm momentos que não consigo dar conta de tudo, tornando o dia mais pesado e difícil de levar" conta.
"A dificuldade em manter dois filhos com autismo na quarentena está em proporcionar atividades para mantê-los ativos, participativos, aprendendo. Além disso, temos que vigiá-los o tempo todo. Se tratando de autismo, tudo é uma incógnita e uma crise pode aparece a qualquer momento", completa.


Papai Noel existe? Como responder essa pergunta a seu filho
Contar a verdade sobre o bom velhinho, o Coelhinho da Páscoa e essas outras figuras não precisa ser traumático

Psicologia - CRP 58821/SP
Por Especialistas - Em 16/12/2013


Por Roman Samborskyi/Shutterstock
O que fazer quando nos perguntam se Papai Noel existe? Ou coelho da Páscoa ou a Fada do Dente? Pra que servem esses símbolos tão ricos?
As perguntas sobre a existência um dia irão aparecer, ou porque as crianças estão crescendo, ou pelo contato com outros amigos, que trazem essas questões à tona. É importante que, antes de tudo, possamos entender a função e a importância dessa experiência. O Papai Noel, a Fada do Dente, o Coelhinho da Páscoa...
Todos esses "amigos" ensinam às crianças bons valores: como a bondade, a , a esperança, a alegria, o sonho, o amor, a alegria de uma surpresa. Aprendem que existe algo a mais, algo que nos conecta a todos, de uma maneira muito amorosa e alegre.
Uma experiência lúdica, uma experiência de fé. Nosso desafio é mostrar para as crianças que essa experiência vive dentro de nossos corações e sim, irá se transformar, mas nunca morrer, desaparecer.
Esses símbolos nos ajudam a compreender emoções e sentimentos e nos auxiliam a entrar em contato com o espírito dessas datas que são tão especiais. O espírito da entrega, doação, gratidão, comunhão, do crescimento e do quanto vale a pena crescer.
A criança que vive essa experiência de maneira amorosa e rica, tende a se tornar um adulto que acredita em si mesmo e nesse algo a mais e que assim acredita também na vida. Confia que vale a pena investir em si mesmo e nos outros, nas relações.
Em que idade podem descobrir?
Porém, quando o pensamento lógico a todo vapor surge aos sete a nove anos e começa a entrar em contato com essa experiência, perguntas começam a aparecer. E ai nós ficamos perdidos, sem saber o que fazer.
Mas há um caminho mais suave para trilharmos. A primeira coisa é perguntarmos para a criança o que ela acha, assim você terá uma ideia de como esta construção esta se dando. Se ela estiver pronta, é hora de contar a verdade.
O ponto mais importante é sabermos que essa verdade não é algo que vem a desmontar algo e sim transformar. A criança perceberá todos esses elementos como grande ajuda na manutenção da fé, da magia de viver, da alegria de viver. E com esses símbolos vivos, perceberá que toda essa emoção já vive dentro de seu coração.
A conexão com o nascimento, a transformação, o renascimento, o amor, a paz. Toda essa conexão pode e será mantida. E esses símbolos sempre alegrarão seu coração, exatamente por nos trazerem para essa conexão.
A verdade que apenas transforma e traz para ainda mais perto a emoção destes momentos que sempre existirão na vida de todos nós. Momentos que se renovam com as crianças das nossas vidas.
O importante é cuidarmos de onde falamos, mas pensem: se vivemos esses momentos com as crianças isso já aconteceu de um lugar de muito amor e respeito. E se fizemos isso, o fizemos porque nossa criança interna viveu esse momento e ainda vive de alguma forma.
Portanto, a verdade que transforma traz a tona o tamanho desse amor e do quanto nossas crianças são tão importantes pra nós. Com as crianças que já sabem a verdade, é possível ver o respeito nos olhos e a alegria de hoje sabendo dessa magia, continuar compartilhando a mesma alegria e amor, o símbolo faz sentido e seu significado segue firme.
Desse modo, é possível vermos a criança ainda pedir que seja o papai Noel a entregar o seu presente. E ainda podemos ver uma enorme gratidão por aquele bom velhinho que se veste e contribui para essa noite tão especial.


sábado, 14 de março de 2020

EDUCAÇÃO INFANTIL - O GRITO


Gritar não faz com que crianças aprendam com os erros
Ao elevar o tom de voz ela não assimila a mensagem passada pelos pai
Daniella Freixo de Faria
PSICOLOGIA - CRP 58821/SP
ESPECIALISTA MINHA VIDA
Vale sempre muito a pena refletir sobre como estamos conduzindo a educação das crianças. O grito tem acontecido com bastante frequência. Parece funcionar, mas ao mesmo tempo o aprendizado das crianças não acontece e os gritos se repetem cada vez mais.
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Funciona mais ou menos assim: as crianças começam a obedecer seus pais somente quando os gritos aparecem , como se tivessem criado um espaço de tempo entre o pedido e o grito. O pensamento acontece mais ou menos assim: "como sei que minha mãe ainda não gritou , entendo que tenho ainda mais tempo pra enrolar pra ir tomar banho", por exemplo. Essa é a reflexão da criança que, muito inteligente, percebe o nosso funcionamento e se adequa a ele.
O grito funciona como um grande susto. A criança sente a pressão, a irritação ou até mesmo a raiva e sai em disparada, assustada para fazer o que lhe foi gritado. No grito não absorve o que foi dito, o conteúdo do grito, por isso o pequeno volta a repetir esse mesmo comportamento até que mais um grito acontece. Ou seja, pais e mães passam a gritar todos os dias.
A criança entende que é só no grito que tem realmente que fazer as coisas. Funciona como um grande ciclo vivo, alimentado por nós adultos e pelas crianças. Gritamos, as crianças fazem o que é preciso, sentimos culpa, pedimos desculpa e falamos de uma maneira melhor, mas, no dia seguinte, gritamos novamente e refazemos o mesmo processo de total incoerência na sua forma.
Essa incoerência conta que nossa missão de educadores esta totalmente a mercê de nosso estado interno. Variamos de acordo com o que ocorre em nossos corações, afinal somos humanos, mas essa variação dentro da educação faz com que a confusão na comunicação se instale e a condução tão necessária se perca no meio do caminho. Educar assim é bem mais difícil.

Cuidar de como nos comunicamos é o primeiro passo. Olhar nos olhos, ir até a criança e falar com clareza e cuidado do que precisa acontecer. Isso facilita o dia a dia nas tarefas necessárias e repetitivas. Para isso, começamos cuidando para afirmarmos, conduzirmos a criança ao invés de perguntarmos se ela quer ir tomar banho.
O que passa em nosso coração faz toda diferença. A irritação quando toma conta contamina esse ambiente e toda a nossa comunicação. O caminho é dizer isso ao filho. A criança não precisa saber de detalhes, mas quando contamos a ela que estamos irritados com alguma outra coisa e precisamos de sua ajuda, elas surpreendem e ajudam, fazem sua parte pra valer.
Além disso, só o fato de falarmos de nosso estado interno já nos possibilita acessar outro nível de consciência. Podemos sentir, perceber que aquela criança está ali nos olhando, aprendendo conosco, nos esperando e nós, os adultos, podemos sim cuidar melhor desse encontro. Às vezes é assim mesmo, basta ter consciência e a situação já não é mais a mesma, já esta transformada e aberta em novas e boas possibilidades. Não é raro nos surpreendermos com um belo colinho dos pequenos.
Existir, ser, perceber-se, cuidar de si mesmo para cuidarmos de que lugar encontramos nossos filhos faz toda a diferença nessa jornada de educação. Damos a eles o alívio de saberem que é desse lugar de respeito que também seguimos aprendendo. Afinal somos todos, crianças e adultos, eternos aprendizes.

domingo, 8 de março de 2020

ALERTA AOS PAIS E PROFESSORES!


Desafio do sal: consequências vão de tontura a inchaço cerebral
Na nova brincadeira, adolescentes enchem a boca de sal e tentam engolir; entenda como o corpo reage nesta situação
Escrito por Raisa Cavalcante
Redação Minha Vida
Em 3/3/2020

Após a polêmica do desafio da rasteira, adolescentes estão viralizando uma nova "brincadeira" na rede social TikTok: o desafio do sal. Desta vez, os jovens enchem a boca de sal e tentam engolir. Toda a reação é filmada - muitas vezes acompanhadas de engasgos, cuspidas e caretas.
O novo desafio tem preocupado os pais, e com razão, já que o consumo exagerado de sal em um curto tempo pode trazer malefícios imediatos para a saúde. Conversamos com um cardiologista para entender melhor os prejuízos causados por este desafio.
O que acontece com o corpo
O primeiro sintoma que o corpo apresenta é o processo de desidratação dos tecidos pelo alto teor de sal ingerido. O cardiologista Paulo Chaccur explica que a pessoa começa a sentir muita sede, o que leva a ingerir muito líquido para se saciar.
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Isso sobrecarrega o volume da circulação, aumentando a pressão arterial e podendo levar à descompensação cardíaca.
Além disso, a pessoa pode ter uma ligeira sensação de mal-estar em função da hipernatremia (excesso de sódio na circulação sanguínea).
Desafio do sal pode causar coma
O desafio propõe a ingestão de muito sal e um dos primeiro sintomas é a tontura. Segundo o cardiologista, isso acontece porque, na medida em que a pessoa desidrata, o volume da circulação aumenta e, consequentemente, altera o fluxo cerebral.
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"A desidratação leva a esse torpor e depois à sensação de hipernatremia. Isso pode resultar em coma pela elevação acentuada do nível de sódio no organismo, que tem como consequência desencadear o edema cerebral (quando o cérebro incha pelo excesso de sal e líquido no organismo)", ressalta o especialista Paulo Chaccur.
Os riscos de complicações desse desafio são enormes e, segundo o médico, podem até levar à morte caso não sejam medicadas a tempo.
"Além do ponto neurológico de coma, pode acontecer eventualmente alterações ventilatórias, quando a respiração fica irregular, que, se não diagnosticadas imediatamente, pode levar à alteração do ritmo do coração e uma parada cardíaca, por exemplo", explica.