PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O CONCEITO DE CONHECIMENTO E A ÉTICA DO "SANTO GOOGLE"

O CONCEITO DE CONHECIMENTO E A ÉTICA DO "SANTO GOOGLE"

By: VMC

Na busca do saber o sujeito pode adquirir informações empiricamente, aprendendo a fazer sem compreender o nexo causal que dá origem ao fenômeno. Pode ter um conhecimento por experiência como, por exemplo, o modo de dirigir um automóvel sem que tenha a compreensão do processo mecânico que sua ação desencadeia. Pode ainda aceitar, por um comportamento de fé, um ensinamento que lhe é transmitido sem nenhuma consciência de seu conteúdo como é o caso das superstições. Aquele que toma uma cápsula de remédio, acreditando curar a sua doença com tal procedimento, não tem, na maioria das vezes, nenhum conhecimento

da relação da substância contida na pílula com o seu mal-estar. Não se pode, nesses casos, falar em conhecimento propriamente dito ou, pelo menos, em conhecimento científico.

Pode-se entender como sabedoria a adequada hierarquização dos valores para a promoção da dignidade humana, o domínio do conhecimento científico e tecnológico de seu tempo, ou a vivência do respeito e da justiça que permitem um melhor desempenho social. São inúmeras as definições de ciência. Desde a mais sucinta, que a entende como o conhecimento sistematizado das causas do fenômeno, até as mais elaboradas, como a de Baremblitt (1978, p. 16), que diz: “ser

uma ciência um sistema de apropriação cognoscitiva do real e de transformação regulada desse real, a partir da definição que a teoria da ciência faz de seu objeto”. Afirma Japiassu (1977, p. 15) que: “É considerado saber, hoje em dia, todo um conjunto de conhecimentos metodicamente adquiridos, mais ou menos sistematicamente organizados, susceptíveis de serem transmitidos por um processo pedagógico de ensino”. Empregam-se aí os conceitos de aquisição e de transmissão, mas não o de construção.

Há, evidentemente, uma pluralidade de discursos científicos e, inúmeras maneiras de se fazer ciência. Cada saber científico tem seu próprio estatuto de cientificidade que deve ser considerado pelo aprendiz. É ainda Japiassu (1978, p. 98), que volta a afirmar: A ciência se define por um discurso crítico, pois exerce controle vigilante sobre seus procedimentos utilizando critérios precisos de validação. A área científica é, ao mesmo tempo, reflexiva e prospectiva. Os pressupostos de uma ciência são justamente as idéias, os critérios e os princípios que ela emprega

na sua efetuação. Essas afirmações levam à reflexão quando se analisa o conceito de construção do conhecimento. Quais as exigências e os sentidos dessa noção de “construção”?

O novo conceito de ciência inicia-se com Kant (1957) com a afirmação de ser a ciência “construída” pelo homem por meio dos juízos sintéticos a priori, contrapondo- se à concepção proveniente do empirismo da apreensão pela experiência, do conhecimento científico captado da própria natureza. Kant vai entender a ciência como constructo humano por meio dos juízos sintéticos a priori. Com Jean Piaget (2002) iniciam-se as pesquisas de psicologia genética que deram origem ao chamado construtivismo – Interacionismo Genético que tinha como objetivo estudar o processo da constituição do conhecimento humano. Não acreditando em inteligência inata, considera que a gênese da razão, da afetividade e da moral, faz-se progressivamente em estágios sucessivos em que é organizado o pensamento lógico, a capacidade de julgamento e a vida moral.

O conhecimento humano inicia-se na primeira infância quando a criança, por imitação repete os gestos, as expressões faciais e as palavras dos adultos com quem convive. Constitui-se um conhecimento empírico, ligado ao fazer em que pouco se conceitua e muito se apreende pela experiência, pelo senso comum. É uma modalidade de conhecimento altamente influenciada pelo imaginário social, marcada pelo preconceito e pelas interpretações ideológicas. Com o início do pensamento lógico começam as buscas de relações causais, de simultaneidade, de contigüidade [...]. Os conceitos de substância e de acidentes, de classificação e de ordenamento. Inicia-se a estruturação de um corpo de idéias que vai constituir o conteúdo dos diversos saberes. À medida que o sujeito atinge o nível de desenvolvimento necessário para a compreensão com a ajuda de elementos externos, o outro, o livro, o professor, a TV, a Internet apropriam-se do novo saber organizando- o a seu modo. De acordo com as inúmeras concepções filosóficas e epistemológicas varia o entendimento sobre o processo de produção do saber. Algumas características desse processo são, no entanto, universalmente aceitas nos dias atuais: - a provisoriedade dos saberes científicos.

Não mais se aceita o conhecimento como um processo cumulativo. Há, na ciência, uma revisão constante decorrente da possibilidade de novos pontos de vista. O mesmo objeto pode ser analisado de diferentes ângulos, o que leva não a um relativismo, mas à constatação da relatividade do conhecimento; - a interferência do imaginário na produção do conhecimento pela via da cosmovisão e da ideologia. Admitindo-se como cosmovisão a visão de mundo do sujeito cognoscente pela sua posição histórico-geográfico, cultural e econômica e a ideologia como orientação originária do imaginário que determina os papéis e as funções sociais, percebe-se a interferência desses dois fatores na produção do conhecimento. - a impossibilidade de neutralidade axiológica. Não sendo possível a neutralidade e a imparcialidade na constituição dos saberes, há sempre uma interferência dos valores aceitos pelo sujeito na produção do conhecimento. Embora Piaget (1977, p. 17) considere ser “a inteligência um sistema de operações vivas e atuantes de natureza adaptativa” e afirme que o essencial do pensamento lógico é ser operativo com o fim da constituição de sistemas, não descarta a interferência da afetividade no processo do conhecimento. Reafirma a existência de um paralelo constante entre a vida afetiva e a vida intelectual, considerando-as como dois fatores indissociáveis e complementares em toda a conduta humana. Tais considerações trazem, senão dificuldades, pelo menos maior exigência de

reflexão sobre a noção de construção de conhecimento. Nos “Seis Estudos de Psicologia” (PIAGET, 1978, p. 15) mostra que “os interesses de uma criança dependem, portanto, a cada momento, do conjunto de noções adquiridas e de suas disposições afetivas já que tendem a completá-los em sentido de melhor equilíbrio”. Como ligar a exigência da ação à de equilíbrio?

Qual será exatamente o sentido do termo ação? manuseio, ação espontânea ou ato exercido de modo consciente e livre? Diz ele (PIAGET, 1978, p. 140) ainda: “o equilíbrio não é qualquer coisa de passivo, mas, ao contrário, alguma coisa essencialmente ativa. É preciso, então, uma atividade tanto maior quanto maior for o equilíbrio [...]. Portanto, equilíbrio é sinônimo de atividade”. Refere-se ainda ao interesse como essencial a todo ato de assimilação mental. Quando nosso mestre Piaget pensava nessa teoria, jamais poderia imaginar que nos dias atuais existiria mecanismos tão sofisticados quanto sites de busca onde o estudante e/ou curioso poderá encontrar absolutamente tudo que procurar. Se parássemos por aqui, diríamos que estamos vivendo a era do conhecimento amplamente democratizado o que para qualquer educador seria a maravilha concretizada em todo o seus esforço para disseminar o conhecimento.

Porém quando Piaget entendia como interesse do educando a expressão do ato de assimilação como incorporação de um objeto à atividade do sujeito, ou seja, o conhecimento ocorre quando o seu objeto traduz-se na atividade do sujeito. No seu pensar, as estruturas lógicas somente se constituem quando ocorrem ações exercidas sobre os objetos, ou seja, a fonte das operações lógicas é sempre e apenas a própria ação. Tais afirmações parecem permitir entender o seu conceito de ação como estado mental de atividade, de interesse podendo-se mesmo encontrar uma relação com a noção de intencionalidade de Husserl em que o sujeito busca e assim interfere no objeto do conhecimento. Com o advento do "Santo Google" essa ação limita-se em três teclas do computador. (Ctrl+Alt+C).

De qualquer modo, ainda nos “Seis estudos de Psicologia” (PIAGET, 1978, p. 15), mostra que as teorias correntes do desenvolvimento, da gênese, na psicologia da inteligência invocam três fatores, seja um a um, seja simultaneamente: - a maturação, portanto um fator interno estrutural mas hereditário; - a influência do meio físico, da experiência ou do exercício e - a transmissão social. O aprendizado, a construção do conhecimento, exige, portanto, um estado de atividade da parte do sujeito sem que isso signifique ausência de ensino, de transmissão social.

Diante de tantas "facilidades" acredito que o conceito de conhecimento sofreu um grave golpe capaz até de ressignificá-lo de modo tão simplificado que todos os nossos esforços enquanto educadores em formar outros educadores para atuar nessa nova geração de aprendizes " internetizados" forçará a todos nos uma profunda reflexão sobre metodologias, disciplina em sala de aula,avaliações, ética profissional entre outras. Apenas para refletir, gostaria de deixar aqui alguns QUESTIONAMENTOS: Como o professor universitário deve agir, diante de uma turma com 80% de alunos com seus respectivos celulares e Notebooks conectados à internet livre fornecida pelas Instituições? Como avaliar um trabalho de pesquisa solicitado aos alunos, que vem com a marca www.pesquisafacil.com.br.? Como os mestres e doutores devem avaliar uma monografia? Quais os critérios para validar uma tese de doutorado quando o "santo Google" oferece teses prontas de mestrado e doutorado com garantia de aprovação incluindo na tabela de preços: MM custa XR$; MS custa X+Y$ e, SS ou 10 custa XYZ$.? Enfim, o que vamos ensinar aos nossos futuros educadores? Qual será a ética educacional para o próximo século? Está lançado o desafio!.


A DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA O TERCEIRO MILÊNIO: INOVAR O QUE? PARA QUÊ? QUEM SERÁ BENEFICIADO?

A DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA O TERCEIRO MILÊNIO: INOVAR O QUE? PARA QUÊ? QUEM SERÁ BENEFICIADO?

Vera Maria de Carvalho- Uniceub/2005

Nietzche defendeu a idéia de que todo o comportamento humano é motivado pela busca do poder. No sentido positivo, a busca do poder não é simplesmente ter poder sobre outros, mas poder sobre si-mesmo. É esse o poder que todos proclamam e, que grande parte dos educadores pressupõem possuí-lo quando assumem a postura e o status de professor. Ele tinha razão quanto a motivação. Apenas enganou-se quanto a situação. Creio que para que o poder só tem sentido se for embasado na: criatividade, flexibilidade, originalidade , humildade e sinceridade. Tais poderes são manifestados num “super-homem” um, “super-professor”, capaz de desenvolver uma independência, teórica, uma criatividade pedagógica e, acima de tudo, uma originalidade ideológica capaz de superar todas as barreiras metodológicas até então apresentadas. Nossos refenciais teóricos ainda estão embasados nos primórdios da filosofia onde se propunha uma intervensão metodológica mas não se tinha um referencial concreto que pudesse sustentar tais teorias.

É nesse sentido que o Pai da Didática, o grande educador Comenius, teve que enfrentar um grandes desafios culturais, sociológicos, filosóficos, semânticos eantropológicos à época. Seu grande mérito foi, provar que criança deve ser tratada como criança e, jamais como um adulto em miniatura. Independentemente de credos, a historia nos mostra que os grandes Didáticos da humanidade sobrevivem até hoje, apesar de todas as inovações tecnológicas que podemos desfrutar atualmente. Dentre os grandes gênios que a humanidade produziu, Nesse sentido, Nietzsche teve como “modelos” o próprio Sócrates, Jesus, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Shakespeare, Gothe, Júlio César, Napoleão que, a meu ver, foram os grandes didáticos da humanidade atual. Cada um a seu tempo, a seu modo, em seu contexto histórico, continuam a nos ensinar a simplicidade de ver e viver a vida, enfim, o conceito de super-homem e ou super-mulher que freqüentemente é interpretado como uma declaração de “sociedade mestre-escravo”, infelizmente associada com o totalitarismo.

Qual o sentido da Didática?

Se concebermos a didática como uma ciência. Claro que exigiria uma mudança de paradigma. Teríamos que ampliar o conceito cartesiano de ciência para concerbermos uma postura holística. Assim, compreenderíamos a Didática como uma ciência dimensionada para o humano. Nesse sentido, A Didática se propõe a judar no processo de educação do Homem. Toda e qualquer ciência, seja ela exata, humana ou teleológica, só tem valor quando se propõe a oferecer ao Homem possibilidades para melhor realizar e viver a vida.

Nesse sentido, a Didática é a própria capacidade que o ser humano desenvolve para sobreviver às intempéres. Afinal ela só terá sentido se for para melhorar a qualidade de vida do ser humano, independentemente do contexto em que este estiver inserido. A premissa é válida para todos as demais ciências. Considerando que o Homem é o ser que busca a possibilidade de desfrutar da vida com toda a plenitude, um ser que, com toda a ansiedade, angústias, dilemas, dicotomias de valores, princípios e culturas, deseja viver plenamente. Vivemos a feliz angústia do querer viver da melhor forma possível, do querer ser alguém junto a alguém, enfim, do querer ser feliz!

A grande meta do Homem é ter uma vida feliz; nisso, todos somos unânimes! para conquistar essa felicidade, o ser humano se empenha com todas as suas forças. Todos sabemos que a vida não nos é dada como uma dádiva. Temos que passar por um processo que exige esforço, trabalho, labutas e, até mesmo sofrimentos. Mas, o viver do Homem não é um simples estar batalhar para se manter vivo, num estado vegetativo. O homem é um ser nasceu para modificar, transformar, conquistas e realizar um projeto de vida. É um ser que não se satisfaz com a sobrevivência meramente fisiológica. Este ser vai além do ‘agora” . Este ser transcende todas as expectativas biofisiológicas das outras espécies. O ser humano não é passível de limites.

Nesse sentido, a pessoa se torna cada vez mais pessoa à medida que toma consciência da sua própria existência, da sua realidade e do seu contexto sócio-histórico. Sempre que a pessoa tenta libertar-se através da busca o universo pessoal, com autenticidade e liberdade, com espírito aberto e crítico, ela se despoja de todas as banalidades que possam, eventualmente limitá-la. O ser humano quer vencer a dor, superar as dificuldades que o impedem de se realizar seus objetivos. O homem busca, através das ciências, as respostas para os problemas existenciais. É capaz de realizar esforços inimagináveis para superar as dificuldades e atingir suas metas. Desse potencial que é a vocação do Ser Humano. Todos os Humanos são capazes de superar, inventar, criar, descobrir, fazer, sempre em busca do que é essencial: a Vida. A qualidade de vida. É nesse sentido que a educação realmente se propõe a ajudar o Homem a viver bem a própria vida e, em contrapartida, realizar experiências concretas para que sua comunidade, sociedade, enfim, a humanidade possa se beneficiar disso.

Não será ainda a nossa educação “um massacre dos inocentes que desconhece a personalidade da criança como tal, impondo-lhe um resumo das perspectivas do adulto, as desigualdades sociais forjadas pelos adultos, substituindo o discernimento dos caracteres e das vocações pelo formalismo autoritário do saber”?

Parece que nossa educação destrói personalidades, destruindo a alegria e a felicidade que deve ser o ato de aprender. Nosso ensino impede o palpitar dos corações pela imposição de conhecimentos que muitas vezes, não tocam a alma do educando, mas simplesmente o cérebro e o intelecto. Na educação e no ensino, o objetivo fundamental é o encontro da felicidade e não somente a aquisição de conhecimentos; se eles não tornarem a pessoa feliz; o objetivo não será outro senão, a deformação. O ensino não pode se limitar à aquisição passiva e artificial de conhecimentos que não servem de respostas às experiências diárias. Todos os conhecimentos assimilados devem ser educativos e formadores de personalidades, respondendo às necessidades e urgências da pessoa, fornecendo-lhe as melhores condições para o crescimento pessoal. Separar o ato educativo do ato de ensinar seria fazer uma cisão muito profunda na formação. Seria finalmente, querer separar o intelecto das emoções e sentimentos. Isto é totalmente impossível.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

CONHECE ALGUÉM ASSIM?

Transtornos de Personalidade
Os Transtornos da Personalidade caracterizam pessoas que não têm uma maneira absolutamente normal de viver (do ponto de vista estatístico e comparando com a média das outras pessoas) mas não chegam a preencher os critérios para um transtorno mental franco.
Estas alterações quando permanentes, diferente das alterações patológicas que podem surgir de um momento para outro, constitui o que poderíamos chamar de Ego Patológico ou Transtorno de Personalidade (Ey).
De acordo com Henri Ey, entendendo o Ego como equivalente à Personalidade, a liberdade e a individualidade características da personalidade normal estariam comprometidas em determinadas alterações permanentes da maneira de existir no mundo, como se ap pessoa fosse refém de seus próprios traços, inflexíveis e permanentes.
O Transtorno de Personalidade seria uma maneira de atuar permanente, continuada e duradoura de um Ego não-normal, ao contrário das alterações francamente patológicas que podem ocorrer durante a vida, à partir de um momento definido (tal qual as crises, os surtos, os processos patológicos).
Em psicopatologia, as anormalidades da personalidade se reportam, principalmente, à possibilidade que se tem de classificar determinada personalidade como sendo desta ou daquela maneira de existir, enquanto o normal seria a pessoa ser "um pouco de tudo", ou seja, ter um pouco de cada característica humana sem prevalecer patologicamente nenhuma delas.
Desta forma, diante da possibilidade de se destacar um traço marcante, específico e característico numa determinada pessoa, ou seja, diante do fato desta personalidade ser caracterizada por um determinado traço, torna-se possível sua classificação.
Caso ainda esta característica responsável por sua classificação, prejudique a liberdade desta personalidade ser livre e desimpedida de qualquer estigma limitador de sua maneira de ser, caso ainda essa característica faça sofrer seu portador ou outras pessoas, aí então, ao invés de estarmos diante de apenas um certo tipo de personalidade, ou de um certo traço, estaremos diante de um Transtorno de Personalidade.
Karl Jaspers afirma serem anormais as personalidades que fazem sofrer tanto o indivíduo quanto aqueles que o rodeiam. Para ele as personalidades anormais representam variações não-normais da natureza humana e que, na eventualidade de superpor-se à elas algum processo, tornar-se-iam personalidades propriamente mórbidas (doentias). Jaspers aborda o tema sob a ótica das variações do existir humano de origem constitucional (que fazem parte da pessoa).
Assim sendo, podemos considerar a maneira própria das Personalidades Anormais de ser no mundo como uma apresentação do indivíduo diante da vida situada nas extremidades da faixa de tolerância de sanidade pelo sistema cultural. Estas personalidades anormais seriam alterações perenes do caráter caracterizando não apenas a maneira de ESTAR no mundo mas, sobretudo, a maneira do indivíduo SER no mundo.
A Organização Mundial de Saúde trata o assunto sob o titulo de Transtornos da Personalidade e de Comportamentos, especificando-os nos títulos de F60 até F69 na Classificação Internacional das Doenças (CID-10). Descreve tais transtornos da seguinte maneira:
“Estes tipos de condição (Transtornos de Personalidade) abrangem padrões de comportamento profundamente arraigados e permanentes, manifestando-se como respostas inflexíveis a uma ampla série de situações pessoais e sociais. Eles representam desvios extremos ou significativos do modo como o indivíduo médio, em uma dada cultura, percebe, pensa, sente e, particularmente, se relaciona com os outros. Tais padrões de comportamento tendem a ser estáveis e a abranger múltiplos domínios de comportamento e funcionamento psicológico. Eles estão freqüentemente, mas não sempre, associados a graus variados de angústia subjetiva e a problemas no funcionamento e desempenho sociais”.
Os Transtornos de Personalidade, segundo ainda o CID-10, são condições do desenvolvimento da personalidade, aparecem na infância ou adolescência e continuam pela vida adulta. Esta condição diferencia o Transtorno da Alteração da Personalidade. Esta última (Alteração), sucede durante a vida como conseqüência de algum outro transtorno emocional ou mesmo seguindo-se à estresse grave.
O Transtorno de Personalidade, conforme esta classificação diz, ao tratar dos Transtornos Específicos (uma subdivisão dos Transtornos em geral), são perturbações graves da constituição do caráter e das tendências comportamentais, portanto, não são adquiridas do meio.Desta forma, os Transtornos de Personalidade seriam modalidades incomuns do indivíduo interagir com sua vida, de se manifestar socialmente, de experimentar sentimentos (ou não experimentá-los). A CID-10 apresenta entre os títulos F60 e F69 uma grande variedade de subtipos de Transtornos de Personalidade. Procuraremos aqui compatibilizá-los todos com outras classificações de forma a abordar os tipos sinônimos com a mesma descrição.
O DSM-III-R falava sobre o que deve ser entendido dos Distúrbios da Personalidade de maneira muito próxima ao que a O.M.S. considera válido para seus Transtornos da Personalidade;
"Características de personalidade são padrões duradouros de percepção, relação e pensamento acerca do ambiente e de si mesmo, e são exibidos numa ampla faixa de contextos sociais e pessoais importantes. É somente quando as características de personalidade são inflexíveis e inadaptadas, e causam um comprometimento funcional significativo é que elas constituem os Transtornos da Personalidade. As manifestações dos Transtornos da Personalidade são, freqüentemente, reconhecíveis na adolescência ou mais cedo, e continuam por quase toda a vida adulta, embora elas muitas vezes se tornem menos óbvias nas faixas médias ou extremas de idade".
O DSM-IV fala dos Transtornos da Personalidade da seguinte forma:
"Um Transtorno da Personalidade é um padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, é invasivo e inflexível, tem seu início na adolescência ou começo da idade adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento ou prejuízo."
Aspectos Psicobiológicos e Transtornos de PersonalidadeAs diferenças biológicas individuais têm sido há muito tempo relacionadas à diversos tipo de temperamento e de personalidade e cada avanço da ciência torna mais clara a interação dos fatores genéticos e ambientais na determinação da constituição da pessoa.
Modernamente considera-se que o estudo dos Transtornos da Personalidade se estrutura sobre quatro domínios psicobiológicos. São eles:
1 - A regulação dos impulsos;2 - A modulação afetiva;3 - A organização cognitiva e;4 - O controle da ansiedade.
E estudo dessas, digamos, funções psíquicas, extremamente relacionadas às alterações da personalidade, tem recebido substancial contribuição pelos modernos métodos de avaliação bioquímica, pelos exames neuropsicológicos e pelas imagens computadorizadas das tomografias e dos aparelhos de emissão de pósitrons.
Transtorno Paranóide de PersonalidadeA característica essencial deste distúrbio é uma tendência global e injustificável para interpretar as ações das pessoas como deliberadamente humilhantes ou ameaçadoras. Tem normalmente início no final da adolescência ou no começo da idade adulta. Quase invariavelmente há uma crença de estar sendo explorado ou prejudicado pelos outros de alguma forma e, por causa disso, a lealdade e fidelidade das pessoas estão sendo sempre questionadas. Muitas vezes o portador deste Transtorno é patologicamente ciumento e questionador da fidelidade do cônjuge, ao ponto de causar situações francamente constrangedoras.
O portador deste distúrbio de personalidade pode interpretar acontecimentos triviais e rotineiros como humilhantes e ameaçadores, desde um erro casual no saldo bancário, até um cumprimento não efusivo podem significar atitudes premeditadamente maldosas. Há uma sensibilidade exagerada às contrariedades ou a tudo que possa ser interpretado como rejeição, uma tendência para distorcer as experiências, interpretando-as como se fossem hostis ou depreciativas, ainda que neutras e amistosas (pensamento paranóide). Estas pessoas podem sentir-se irremediavelmente humilhadas e enganadas, conseqüentemente agressivas e insistentemente reivindicadoras de seus direitos.
Supervalorizam sua própria importância, as suas idéias são as únicas corretas e seus pontos de vistas não devem ser contestadas, daí a facilidade em conquistar inimigos e a tendência em pensamentos auto-referentes. São desconfiadas, teimosas, dissimuladoras e obstinadas, vivem numa solidão freqüentemente confundida com timidez, como se não houvesse no mundo pessoas com quem pudessem partilhar sua prodigalidade, dignidade e seus sentimentos superiores.
As pessoas com Transtorno Paranóide da Personalidade são extremamente sarcásticas em suas críticas, irônicas ao extremo nos comentários e contornam as eventuais situações constrangedoras recorrendo a artimanhas teatrais e chantagens emocionais. Não toleram críticas dirigidas à sua pessoa e qualquer comentário neste sentido é entendido como declaração de inimizade.
Pelo entusiasmo com que valorizam suas idéias, sempre as únicas corretas, podem ser vistos como fanáticos nas várias áreas do pensamento; seja religioso, político, ético ou profissional. Gostam de fantasiar mas tem dificuldades em distinguir a fantasia da realidade. Pessoas com estes distúrbios são hiper-vigilantes e tomam precaução contra qualquer ameaça percebida.
A afetividade, nestes casos, é muitas vezes restrita e pode parecer fria, dado ao gosto destas pessoas em serem sempre objetivas, racionais e pouco emocionais.
Recomenda-se, como critérios para este Transtorno, que sejam caracterizados por:a) sensibilidade exagerada à contratempos e rejeições;b) tendência a guardar rancores persistentemente, isto é, recusam à perdoar aquilo que julgam como insultos ou desfeitas:c) desconfiança e tendência à interpretar erroneamente as experiências amistosas ou neutras;d) obstinado senso de direitos pessoais em desacordo com a situação real;e) suspeitas injustificáveis em relação à fidelidade (conjugal ou de amigos);f) autovalorização excessiva;g) pressuposições quanto à transformações.
Transtorno da Personalidade Esquiva é um padrão de inibição social, sentimentos de adequação e hipersensibilidade a avaliações negativas।

TRANSTORNOS EMOCIONAIS NA ESCOLA

Transtornos Emocionais na Escola
A escola oferece um ambiente propício para a avaliação emocional das crianças e adolescentes por ser um espaço social relativamente fechado, intermediário entre a família e a sociedade। É na escola onde a performance dos alunos pode ser avaliada e onde eles podem ser comparados estatisticamente com seus pares, com seu grupo etário e social. Com algum preparo e sensibilidade o professor estaria mais apetrechado do que os próprios pediatras, dispondo de maior oportunidade para detectar problemas cruciais na vida e no desenvolvimento das crianças.Dentro da sala de aula há situações psíquicas significativas, nas quais os professores podem atuar tanto beneficamente quanto, consciente ou inconscientemente, agravando condições emocionais problemáticas dos alunos. Os alunos podem trazer consigo um conjunto de situações emocionais intrínsecas ou extrínsecas, ou seja, podem trazer para escola alguns problemas de sua própria constituição emocional (ou personalidade) e, extrinsecamente, podem apresentar as conseqüências emocionais de suas vivências sociais e familiares.Como exemplo de condição emocional intrínseca estão os problemas psíquicos inerentes à própria pessoa, próprias do desenvolvimento da personalidade, dos traços herdados e das características pessoais de cada um. Incluem-se aqui os quadros associados aos traços ansiosos da personalidade, como por exemplo a
Ansiedade de Separação na Infância, os Transtornos Obsessivo-Compulsivos, o Autismo Infantil, a Deficiência Mental, Déficit de Atenção. Incluem-se também os quadros associados aos traços depressivos da personalidade, como é o caso da Depressão na Adolescência, Depressão Infantil , e outros mais sérios, associados à propensão aos quadros psicóticos, como a Psicose Infantil, Psicose na Adolescência e associados aos transtornos de personalidade, a exemplo dos Transtorno de Conduta, entre outros.Entre as questões externas à personalidade capazes de se traduzirem em problemas emocionais, encontram-se as dificuldades adaptativas da Adolescência e Puberdade, do Abuso Sexual Infantil, os problemas relativos à Criança Adotada, à Gravidez na Adolescência, à Violência Doméstica, aos problemas das separações conjugais dos pais, morte na família, doenças graves, etc.O preparo e bom senso do professor é o elemento chave para que essas questões possam ser melhor abordadas. A problemática varia de acordo com cada etapa da escolarização e, principalmente, de acordo com os traços pessoais de personalidade de cada aluno. De um modo geral, há momentos mais estressantes na vida de qualquer criança, como por exemplo, as mudanças, as novidades, as exigências adaptativas, uma nova escola ou, simplesmente, a adaptação à adolescência.As crianças e adolescentes, como ocorre em qualquer outra faixa etária, reagem diferentemente diante das adversidades e necessidades adaptativas, são diferentes na maneira de lidar com as tensões da vida. É exatamente nessas fases de provação afetiva e emocional que vêem à tona as características da personalidade de cada um, as fragilidades e dificuldades adaptativas.Erram, alguns professores menos avisados, ao considerar que todas as crianças devessem sentir e reagir da mesma maneira aos estímulos e às situações ou, o que é pior, acreditar que submetendo indistintamente todos alunos às mais diversas situações, quaisquer dificuldades adaptativas, sensibilidades afetivas, traços de retraimento e introversão se corrigiriam diante desses “desafios” ou diante da possibilidade do ridículo. Na realidade podem piorar muito o sentimento de inferioridade, a ponto da criança não mais querer freqüentar aquela classe ou, em casos mais graves, não querer mais ir à escola.Para as crianças menores, por exemplo, existem as ameaças ou a ridicularização pelas mais velhas, e esse sentimento de ridicularização é tão mais contundente quanto mais retraída e introvertida é a criança. Já, para os adolescentes, as ameaças de ansiedade geradas em ambiente intraclasse são o desempenho aquém da média nos times esportivos, nos trabalhos em grupo, as diferenças sócio-econômicas entre os colegas, as diferenças no estilo e nas possibilidades de vida, no vestuário, etc.Como se sabe, a escola é um universo de circunstâncias pessoais e existenciais que requerem do educador (professor, dirigente ou staff escolar), ao menos uma boa dose de bom senso, quando não, uma abordagem direta com alunos que acabam demandando uma atuação muito além do posicionamento pedagógico e metodológico da prática escolar.O tão mal afamado "aluno-problema", pode ser reflexo de algum transtorno emocional, muitas vezes advindo de relações familiares conturbadas, de situações trágicas ou transtornos do desenvolvimento, e esse tipo de estigmatização docente passa a ser um fardo a mais, mais um dilema e aflição emocional agravante. Para esses casos, o conhecimento e sensibilidade dos professores podem se constituir em um bálsamo para corações e mentes conturbados.1 - Fatores Extrínsecos capazes de causar Transtornos EmocionaisJane Madders (Maders J - Relax and be happy. Union Paperbacks 1987) trabalhou com uma classe do curso primário e com seus colegas na elaboração de uma lista de fatos e acontecimentos importantes capazes de produzir transtornos emocionais. A partir de tais eventos Madders elaborou uma lista de gravidade relativamente decrescente, pois, o grau de importância desses eventos pode variar de acordo com a faixa etária:
Ranking dos eventos1. Perda de um dos pais (morte ou divórcio)2. Urinar na sala de aula3. Perder-se; ser deixado sozinho4. Ser ameaçado por crianças mais velhas5. Ser o último do time6. Ser ridicularizado na classe7. Brigas dos pais8. Mudar de classe ou de escola9. Ir ao dentista/hospital10. Testes e exames11. Levar um boletim ruim para casa12. Quebrar ou perder coisas13. Ser diferente (sotaque ou roupas)14. Novo bebê na família15. Apresentar-se em público16. Chegar atrasado na escola
A partir dessa lista, podemos ver alguns fatores aflitivos do dia-a-dia dos alunos. Por exemplo, observe-se que urinar na sala de aula é a segunda maior preocupação e, por comparação, um novo bebê na família aparece em 14o. lugar. Isso sugere que, para uma criança ou adolescente em idade escolar, as coisas que a depreciam diante de seus colegas podem provocar níveis mais elevados de frustração, estresse, ansiedade ou depressão.O mesmo fenômeno pode acontecer com as minorias étnicas ou dos alunos culturalmente diferentes, como por exemplo, portadoras de sotaque. Evidentemente não devemos nunca esquecer que algumas crianças são mais vulneráveis a transtornos emocionais do que outras.As variáveis ambientais, particularmente aquelas que dizem respeito ao funcionamento familiar, também podem influenciar muito a resposta das crianças e adolescentes aos estressores escolares e, conseqüentemente, ao surgimento de algum transtorno emocional. Há uma espécie de efeito de proteção exercido pelos bons relacionamentos familiares que se estende até a adolescência.
Separação dos PaisUma das mais comuns experiências ambientais, hoje em dia, capazes de determinar alterações emocionais nos alunos é a separação conjugal dos pais. Na escala de Madders vem em primeiro lugar.Durante os momentos difíceis da separação conjugal, tanto os pais quanto, de um modo geral, a própria criança (um pouco menos, em relação aos adolescentes) esperam que os professores assumam uma atitude mais incisiva e uma maneira mais compreensiva e afetuosa ao lidar com o aluno emocionalmente abalado.Mesmo quando os pais finalmente se separam, as crianças geralmente precisam de algum tempo (2 anos ou mais) para se adaptar à nova situação. Tudo leva a crer ser preferível que os pais que estão se separando deixem claro o rompimento, apesar desta atitude poder ser muito angustiante para os filhos, procurando oferecer explicações compatíveis com o grau de entendimento das crianças.
As pesquisas sugerem que quanto menores forem os filhos, menos desejam a separação dos pais, ainda que o relacionamento entre eles seja bastante problemático। A maioria dos filhos pequenos prefere que os pais permaneçam juntos e, mesmo após o divórcio ou o novo casamento, ainda fantasiam a possibilidade de uma reconciliação। Elas passam por um processo semelhante ao da perda e do luto।As crianças em idade escolar são perfeitamente capazes de observar e vivenciar qualquer clima de hostilidade e animosidade entre seus pais. Ainda que na fase pré-separação a tática de beligerância dos pais seja do tipo "agressão pelo silêncio", dependendo da idade da criança haverá percepção sobre o tipo de clima que existe entre o casal e que o casamento está atravessando sérias dificuldades. A auto-estima da criança é fortemente beneficiada pelo sentimento de fazer parte de uma identidade herdada dos pais (de ambos). Suas características geralmente são comentadas por amigos e parentes, comparando-a com os pais, e tornam-se parte da identidade pessoal da criança. Durante a separação e depois dela, as críticas que os pais fazem um ao outro podem levar a criança a sentir que parte da sua própria identidade também é ruim e sem valor. Freqüentemente, há uma dramática perda de auto-estima durante a separação e o divórcio e isso pode levar ao isolamento social, revolta, agressividade, desatenção, enfim, alterações comportamentais próprias de um estado depressivo (típico ou atípico). Essas alterações no comportamento do aluno podem ser considerados um aviso sobre a necessidade de ajuda e apoio.O que pode melhorar a afetividade das crianças na separação conjugal dos pais são informações claras e honestas sobre o futuro. Mas nem sempre os próprios pais sabem muito a esse respeito, tornando a iniciativa dos professores nesse sentido muito mais difícil.Algumas crianças consideram a escola como um refúgio dos problemas familiares pois, tanto o ambiente escolar quanto os professores, continuam constantes em sua vida durante esse período de grande reviravolta existencial. Mesmo assim, nem sempre esses alunos aceitarão conversar a respeito das dificuldades que enfrentam em casa (neste caso, a separação). Novamente, serão as alterações em seu desempenho e comportamento que denunciarão a existência de problemas emocionais.A sensação de solidão, tristeza e a dificuldade de concentração na escola, tudo isso contribui para uma depressão infantil ou da adolescência, complicando muito o inter-relacionamento pessoal e o rendimento escolar. Pode haver dificuldade de concentração, motivação insuficiente para completar tarefas, comportamento agressivos com os colegas e faltas em excesso. Não se afasta, nesses casos, a necessidade dos professores orientarem algum ou ambos os pais para a procura de ajuda especializada para o aluno.


Problemas Emocionais na Escola, Ballone GJ - Parte 1, in। PsiqWeb,
















testando sua timidez


TESTE: Qual é o seu tipo de timidez?

Nome___________________________Data___/___/___ Tipo;______

Obs. Existem vários graus e inúmeros tipos de timidez. O teste que se segue irá determinar a que categoria você pertence.

1. E convidado a ir a uma festa com 30 pessoas e só conhece
uma delas:
a) Não larga essa pessoa toda a noite.
b) Fala com uma ou duas pessoas que também parecem estar sozinhas.
c) Vai passando de grupo em grupo, aproveitando a oportunidade para conhecer pessoas novas.

2. Tem de ir a uma entrevista para um emprego:
a) Não dorme toda a noite antes da entrevista.
b) Tem dificuldade em adormecer, pois está convencido de
que os outros candidatos têm maiores probabilidades de conseguir o emprego.
c) Dorme muito bem, com confiança nas suas capacidades e habilitações.

3. Chega atrasado a uma conferência e apercebe-se de que a entrada fica de frente para a audiência:
a) Entra sem hesitações.
b) Fica no corredor à espera que apareça outra pessoa para
entrar com ela.
c) Espera pelo intervalo para entrar.

4. Durante uma discussão de grupo, pedem-lhe que dê a sua opinião acerca de um assunto que conhece bem:
a) Sente-se pouco à vontade porque todos estão a olhar para si, mas consegue dar uma explicação aceitável.
b) É tomado de surpresa e não consegue exprimir-se com coerência.
c) Consegue dar uma explicação clara e concisa, sem se atrapalhar.

5. Numa reunião em que os participantes devem exprimir os seus pontos de vista:
a) Nunca diz nada porque acha que não tem nada de
importante para dizer.
b) Fala sempre que tem uma sugestão.
c) Antes de falar de forma clara e concisa, diz uma piada.

6. As opiniões dos seus colegas:
a) Por vezes fazem-no mudar de atitude, para lhes agradar.
b) Não têm qualquer efeito sobre si.
c) Por vezes não o deixam dormir.

7. Está numa bicha e umas pessoas metem-se à sua frente:
a) Coloca-se à frente delas automaticamente.
b) Pede-lhes com firmeza, mas também com delicadeza que se ponham no fim da bicha.
c) Tem medo de que elas se tornam agressivas e não diz nada.

8. Está a discutir um assunto acerca do qual sabe pouco, com um grupo de especialistas no assunto:
a) Fica muito impressionado e sente-se pouco à vontade.
b) Evita dizer muita coisa, porque sabe pouco acerca do assunto, mas não se sente inferior porque tem muita experiência noutros campos.
c) Admite a sua ignorância e mostra que quer aprender
mais.

9. Encontra-se no meio de um grupo de pessoas um tanto pretenciosas:
a) Mostra-lhes que não é nenhum parvo.
b) Tenta ser pretencioso como elas.
c) Fica de tal maneira impressionado que não ousa dizer nada com receio de se ridicularizar.

10. O seu chefe culpa-o de ter feito exatamente o que lhe tinha pedido para fazer:
a) Pede desculpa e sente-se culpado.
b) Pede desculpa e explica que teve dificuldade em compreender as instruções que ele lhe deu.
c) Recorda-lhe as ordens que recebeu, delicadamente mas
com firmeza.

11. Está na sala de espera de um médico especialista em
doenças venérias:
a) Fica a pensar no que estarão os outros a pensar de si.
b) Comporta-se como se estivesse noutra qualquer sala de espera.
c) Tenta explicar aos outros que não tem esse tipo de problema.

12. Usa óculos escuros:
a) Nunca.
b) As vezes.
c) Frequentemente.

13. Quando tem de fazer um discurso ou uma apresentação:
a) Concentra-se apenas naquilo que vai dizer e não ouve os discursos dos outros.
b) Ouve mais ou menos os outros, mas está distraído.
c) Ouve os outros com atenção e adapta o seu discurso àquilo que foi dito previamente.

14. Tem a impressão de que os outros:
a) O tratam como igual.
b) O tratam com condescendência
c) Fazem troça de si.

15. Quando alguém o elogia:
a) Sente-se pouco à vontade e diz umas palavras “entredentes” como resposta.
b) Transfere o crédito para outra pessoa e muda de assunto rapidamente.
c) Agradece o elogio.

16. Quando alguém fala mal de si:
a) Não é capaz de responder imediatamente e passa as 2 horas seguintes com remorsos de não ter respondido nada.
b) Sente-se rejeitado, mal compreendido e acha que não gostam de si.
c) Responde imediatamente.

17. Acha que os outros sabem o quanto é tímido?
a) Um pouco.
b) Absolutamente.
c) De todo.
18. Quando alguém que não conhece levanta a voz perto de si:
a) Sente-se culpado imediatamente.
b) Acha que essa pessoa precisa de aprender a controlar-se.
c) Ri-se porque, qualquer que seja a razão, não é consigo.

19. Está de férias e alguém o convida para jantar com um grupo:
a) Recusa porque não conhece ninguém e acaba por comer sozinho.
b) Recusa a princípio, mas depois sente-se na obrigação de aceitar quando a pessoa insiste.
c) Aceita ou recusa dependendo da sua disposição, sem se sentir incomodado de todo.

20. A sua timidez:
a) Impede-o de dizer o que pensa.
b) Fá-lo dizer coisas que não são o que pensa.
c) Não o impede de se exprimir.

Resultados
Pergunta Pontos marcados
1 a = 5 b = 3 c = 0
2 a = 5 b = 3 c = 0
3 a = 0 b = 3 c = 5
4 a = 3 b = 5 c = 0
5 a = 5 b = 0 c = 3
6 a = 3 b = 0 c = 5
7 a = 3 b = 0 c = 5
8 a = 5 b = 3 c = 0
9 a = 0 b = 3 c = 5
10 a = 5 b = 3 c = 0
11 a = 5 b = 0 c = 3
12 a = 0 b = 3 c = 5
13 a = 5 b = 3 c = 0
14 a = 0 b = 3 c = 5
15 a = 5 b = 3 c = 0
16 a = 3 b = 5 c = 0
17 a = 0 b = 5 c = 3
18 a = 5 b = 3 c = 0
19 a = 3 b = 5 c = 0
20 a = 5 b = 3 c = 0


Se marcou entre 70 e 100 pontos:
É profunda e obsessivamente tímido. Naturalmente, desistiu de tentar vencer a sua timidez, que lhe arruinou a vida e o impediu de se realizar, há já muito tempo. Os outros talvez o achem simpático embora um pouco distante. Quando está na presença de pessoas que não conhece, disfarça a sua timidez, pondo-se à
distância, o que, infelizmente, o faz parecer arrogante.

Se marcou entre 40 e 70 pontos:
É decerto tímido, mas consegue escondê-lo frequentemente.Tem muita consciência dos seus próprios abetos e esforça-se constantemente por se exprimir e obter o respeito dos outros. Normalmente, isto funciona bem e aqueles que não o conhecem são facilmente enganados. Deve ter uma série de “truques” que criam a ilusão de estar seguro de si e de ter coragem. Esconde a sua timidez.

Se marcou menos de 40 pontos:
Sofre de pequenos acessos de timidez, mas não são suficientemente freqüentes para afetar a sua vida e aprendeu a fazer o esforço necessário para ultrapassar os acessos que possam causar-lhe problemas. Pode ter-se tornado mais seguro de si, à medida que foi amadurecendo, ou talvez os seus êxitos o tenham ajudado a melhorar a sua auto-imagem a dar-lhe a confiança que lhe faltava. Ou talvez apenas se sinta bem fazendo aquilo de que gosta. Seja qual for a razão, só ligeiramente tímido, de vez em quando.
इन:
Christian H. Godefroy

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

A PSICOPEDAGOGIA COMO CIÊNCIA

QUAL A CONTRIBUIÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA PARA SOCIEDADE BRASILEIRA?
COMO A PSICOPEDAGOGIA PODERÁ SER ACEITA NO ROL DAS CIÊNCIAS SOCIAIS? QUAIS OS PRE-REQUISITOS?

QUAIS OS BENEFÍFICIOS PARA OS PROFISSIONAIS DESSA ÁREA?
QUAL O PAPEL DA PSICOPEDAGOGIA NO PROCESSO DE INTERVENÇÃO CLÍNICA?
QUAL O OBJETO DE ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA?
ESSAS E OUTRAS QUESTÕES DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA PARA OS PSICOPEDAGOGOS SERÃO DISCUTIDAS NESSE ENCONTRO
1º SEMINÁRIO DE ESTUDOS E DEBATES DA ABPpA construção da Psicopedagogia como área científica: Cenário da pesquisa e da formação da Psicopedagogia no Brasil
Objetivo do seminário: Dar ênfase à pesquisa e à produção científica no campo da Psicopedagogia no Brasil. Manter o compromisso da ABPp com a produção de conhecimento.
Buscando atender os parâmetros de cientificidade estabelecidos pelos órgãos competentes terá inicio uma série de encontros com representantes dos vários setores da comunidade cientifica, através de um ciclo de seminários.
O primeiro seminário ocorrerá em 17/05/2008 quando o Dr Oswaldo Yamamoto*, será o palestrante. Nesta ocasião discutirá tema: A Construção da Psicopedagogia como Área Cientifica: Cenário da pesquisa e da formação no Brasil.
No 1º período, o professor Oswaldo falará acerca dos critérios de cientificidade na pesquisa e na produção teórica em ciências humanas conforme os parâmetros da pós-graduação no país.
Em seguida, a partir dessa interlocução será esboçado o campo teórico da Psicopedagogia no Brasil, tendo como interlocutoras: Dra Nádia Bossa e Dra Rosa Maria Scicchitano.
Programação
Palestrante: Dr. Oswaldo YamamotoDebatedoras: Dra. Nádia Bossa e Dra. Rosa Maria Scicchitano
Data: 17 de maio de 2008Horário: das 9h00 às 17h00Local: Colégio Dante Alighieri Endereço: Alameda Jaú, 1061 - CEP 01420-001 – SP

ENTRE NO SITE E CONFIRA
WWW.ABPP.COM.BR