PSICOPEDAGOGIA NEUROPSICOLÓGICA - ESPAÇO PARA DISCUSSÃO DE TEMAS RELATIVOS A PSICOLOGIA E PSICOPEDAGOGIA. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS.REABILITAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA. TEMAS RELACIONADOS AO ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA CLÍNICA, NEUROPSICOLOGIA CLÍNICA E REABILITAÇÃO COGNITIVA - DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM, SÍNDROMES DA APRENDIZAGEM - EDUCAÇÃO SEXUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

domingo, 7 de junho de 2015





VIVER O PRESENTE: PASSAPORTE PARA UMA VIDA MELHOR
     BY: VMC/06/06/15

Olá  amigos  internautas!

                Ao longo da vida pessoal e de minhas experiências profissionais , constatei, à dura penas  que Mágoas do passado e as injustiças que acreditava ter sofrido,  prendem  nossos sonhos, impedindo-nos de nos movermos para a frente, roubando-nos alegrias e  experiências de vida significativas que, poderíamos ter vivido plenamente sem restrições.


               Durante grande parte da minha existência, acreditava que era assim mesmo, ou seja: eu era a minha história pregressa. Era as consequências de uma infância com todas as restrições, sem nenhuma proteção moral, emocional, financeira, social, educacional, etc. Por isso, era esse o meu destino.  Ao longo de uma existência recheada de revoltas e resignações, cheguei a fase adulta batalhando para continuar sobrevivendo.
              Somente depois de inúmeros cursos e exercícios de autoajuda, leituras tensas e cansativas, psicoterapias e muitas outras buscas, descobri que podemos deixar o passado exatamente onde ele sempre esteve: no passado. Após esta constatação tão óbvia, aprendi a me livrar das amarras, Descobri que as sombras que estavam nublando o meu futuro eram as sobras daquela  dor ,  vergonha, humilhações, etc. do meu passado. A ausência da figura paterna, a falta de recursos financeiros para manutenção do básico, alimentação, a falta de dignidade por não possuir o   mínimo de requisitos de uma família, as “brincadeiras” humilhantes a que me submeti por necessidade de pertencimento a um grupo, totalmente desprovido de mínimas capacidades intelectuais ou humanitárias.
            
                Após inúmero erros de escolhas, inúmeros momentos de grande sofrimento e várias doenças psicossomáticas, atualmente descobri que, caso houvesse algum tipo de orientação psicológica, algum amigo mais esclarecido, alguma   influência externa   por menor que fosse, teria feito tudo diferente.  Bom, após tal constatação, nessas alturas do campeonato, depois de todas as escolhas inapropriadas, o que me resta fazer? Depois do leite derramado, como mudar a situação?

             É fato que   nosso coração facilmente fica preso na escuridão das más recordações.  Elas são verdadeiras areias movediças emocionais e exercem uma grande força para baixo, quando se trata de autoestima. Às vezes,  ou quase sempre, tal força do passado  nos  aprisiona ,   através da desordem mental,

NOSSO PASSAPORTE PARA O PRESENTE

            A superação do passado, seja ele qual for,     é deixar de olhar para trás...simples assim!!. Não  olhar para trás. Porém, em alguns casos,     há necessidade de um processo de esclarecimento, ou seja um retorno ao passado para entender, compreender, e esquecer definitivamente o fato, evento ou história  que por algum motivo,  tornou-se  um pensamento-comportamento chiclete em seu sapato psicológico/emocional. Impedindo-o de seguir em  frente, optando pelo famoso e  “confortável”  papel de vítima de sua  própria estória....”...eu podia estar matando...” eu podia estar roubando”....etc...etc...etc.

          Todos somos capazes de nos libertar do passado, porém, isso   envolve além   de   nos lembrar da dor antiga, aprendermos a capacidade de ressignifica-las de uma perspectiva diferente, mais compreensiva. Avançar livre de amarras, pode determinar   a   ressignificação e, principalmente o, pode implicar no verdadeiro, sincero e definitivo perdão   de  um  evento isolado do passado, ou de um episódio isolado cuja sua interpretação era completamente diferente do memento atualmente analisado, ou seja, visto de modo distanciado e descomprometido emocionalmente. Essa é uma das grandes vantagens da psicoterapia. Informe-se!

“...Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”  (Chico Xavier)


                                                                           Vera Maria de Carvalho
Pedagoga, psicóloga, psicopedagoga, atendimento presencial e online Brasília-DFVeramar1357@gmail.com.br.Skype:VMCPsicologia Carvalho.

TERCEIRA E QUARTA IDADE









SUPLICAS DE UM DEPRIMIDO
By: VMC – 04/02/14

Um  novo ciclo se aproxima, mais uma etapa termina
Dor, sofrimento, solidão, desligamento, MERA SOBREVIVENCIA! Autopunição , isolamento, orgulho ferido,  reflexões deprimentes Consciência dos erros cometidos ao longo dessa existência
Filhos distantes, vidas a parte. Netos? Quem? Como? Todos em busca do sobreviver.... Sentimento de menos valia. Solidão repleta de memórias negativas. Tentativas de identificar tantos erros ....
Incompetência  para pontua-los, injustiças de toda sorte!

Porque tanto sofrimento sem conseguir identificar os próprios erros?
Porque  ainda, em pleno gozo das faculdades mentais?
Será que errei tanto que nem posso identificar os mais cruciais?
Onde foi que errei?? Meu Deus! Por favor mostre-me!
Por caridade, diga-me! Porque essa pergunta que não quer calar?!

Tenha compaixão pela minha ignorância, permita-me redimir
Mostre-me, de modo direto e objetivo, onde foi que errei...
Afinal sei que És conhecedor de minhas limitações.
Juro que me esforçarei, me dedicarei até o fim dessa trajetória Errante , mesmo não querendo mais viver nenhuma vitória!

Prometo me redimir dos erros do passado, ainda que não saiba quais... Se  for merecedora da graça de compreender ao  menos o
porque de não querer viver mais.  Independentemente dos motivos que me induziram a tantos enganos junto aos meus ancestrais !

Seja por ignorância,  por fraqueza, ou, por total incompetência.
Por favor senhor! Mostre-me o caminho.
Uma luz, uma causa, uma fé...enfim, uma “bandeira” em nome da sobrevivência...
Prometo-lhe que, se ainda tiver a saúde física  e psicológica....

Essa será minha caminhada. Agora e sempre, amém!







SUPLICAS DE UM DEPRIMIDO
By: VMC – 04/02/14

Um  novo ciclo se aproxima, mais uma etapa termina
Dor, sofrimento, solidão, desligamento, MERA SOBREVIVENCIA! Autopunição , isolamento, orgulho ferido,  reflexões deprimentes Consciência dos erros cometidos ao longo dessa existência
Filhos distantes, vidas a parte. Netos? Quem? Como? Todos em busca do sobreviver.... Sentimento de menos valia. Solidão repleta de memórias negativas. Tentativas de identificar tantos erros ....
Incompetência  para pontua-los, injustiças de toda sorte!

Porque tanto sofrimento sem conseguir identificar os próprios erros?
Porque  ainda, em pleno gozo das faculdades mentais?
Será que errei tanto que nem posso identificar os mais cruciais?
Onde foi que errei?? Meu Deus! Por favor mostre-me!
Por caridade, diga-me! Porque essa pergunta que não quer calar?!

Tenha compaixão pela minha ignorância, permita-me redimir
Mostre-me, de modo direto e objetivo, onde foi que errei...
Afinal sei que És conhecedor de minhas limitações.
Juro que me esforçarei, me dedicarei até o fim dessa trajetória Errante , mesmo não querendo mais viver nenhuma vitória!

Prometo me redimir dos erros do passado, ainda que não saiba quais... Se  for merecedora da graça de compreender ao  menos o
porque de não querer viver mais.  Independentemente dos motivos que me induziram a tantos enganos junto aos meus ancestrais !

Seja por ignorância,  por fraqueza, ou, por total incompetência.
Por favor senhor! Mostre-me o caminho.
Uma luz, uma causa, uma fé...enfim, uma “bandeira” em nome da sobrevivência...
Prometo-lhe que, se ainda tiver a saúde física  e psicológica....

Essa será minha caminhada. Agora e sempre, amém!



      A BUSCA
                                   BY: VMC MAR/15

Busca incessante de não sei que

Vazio no peito, saudade de não sei quem

Tristeza permanente que vai além

Vontade de nada, de ninguém

Foi assim que vivi, é assim que vai ser

Busca inglória, vida sem vitória

Vida vazia, coração dormente

Saudade do nada, vida descontente!


domingo, 31 de maio de 2015

Você tem ideia das "brincadeiras" que seus filhos estão realizando na escola, com a ajuda de um  celular?


30/05/2015 13h38 - Atualizado em 30/05/2015 16h02
Em RR, alunos passam mal após 'Charlie Charlie' e são levados à igreja
Caso ocorreu nessa sexta (29) na zona Oeste de Boa Vista.
Samu foi acionado mas disse não ser 'competente' para socorro, diz PM.
Inaê BrandãoDo G1 RR


 Adolescentes passaram mal após fazerem
brincadeira 'Charlie Charlie'
(Foto: Reprodução/Vine/Salvador Raya)
Quatro adolescentes foram levados a uma igreja pela Polícia Militar nessa sexta-feira (29), após passarem mal depois de fazerem a brincadeira 'Charlie Charlie'. De acordo com a polícia, os estudantes brincavam em um terreno baldio em frente da Escola Estadual Doutor Luiz Rittler Brito de Lucena, no bairro Nova Cidade, zona Oeste de Boa Vista, quando começaram a sentir um mal-estar. Ao todo, seis viaturas foram deslocadas para atender a ocorrência.
Um policial, que preferiu não se identificar, contou ao G1 que uma equipe foi informada pela população de que estava ocorrendo uma confusão na escola. Chegando no local, os policiais se depararam com uma aluna que afirmava estar com dores no estômago.
"Quando a primeira viatura chegou tinha somente uma menina sentindo um mal-estar na barriga. O colega pediu para ver o que estava acontecendo e ela caiu. Logo em seguida outros dois caíram e começou aquele desespero", relatou o policial.
A polícia só entendeu o que estava acontecendo quando outro aluno mostrou um vídeo onde os adolescentes apareciam brincando de 'Charlie Charlie'. "Os colegas pediram apoio policial enquanto outras pessoas iam desmaiando e esperneando. Os alunos se batiam e se jogavam nas paredes e nas árvores. Ficavam falando palavras com vozes pesadas e os olhos reviravam. Parecia que tinha alguma coisa dentro deles que girava por conta própria", detalhou.
Sem poder controlar os estudantes, o Polícia Militar informou que a primeira providência foi acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Eles relataram o acontecido, mas foram informados que 'esse tipo de serviço não era de competência deles [Samu]'. Diante disso, um dos policiais apresentou a ideia de levar os adolescentes a uma igreja.
"Muita gente estava em transe naquele momento, cerca de oito pessoas, mas conduzimos somente as que estavam em estado mais grave, que eram quatro estudantes". Segundo o policial, os adolescentes tinham entre 14 e 15 anos de idade.
Depois de passarem por três igrejas que estavam fechadas, os policiais encontraram uma igreja aberta na rua Estrela Dalva, no bairro Raiar do Sol. "Fiz contato com o pastor que orou na cabeça de cada um e logo em seguida chegou mais uma jovem que também estava brincando, tinha melhorado, mas acabou desmaiando no caminho de casa".
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Ainda conforme relatos do policial, um dos policiais militares chegou a passar mal também. "Ele tem um conhecimento religioso e como tinha um rapaz lá que desafiava muito, fazia gestos, falava e gritava, ele resolveu tentor acalmar. Quando conseguiu e saiu de perto do rapaz, também ele sentiu algo tomando conta do corpo dele", contou, afirmando que o policial foi atendido pelo pastor e se sentiu melhor.
Cerca de 3 horas após o início da ocorrência a situação começou a ser controlada. Depois de se sentirem melhor, os adolescentes foram levados individualmente para suas casas. "Conversamos com os responsáveis de todos e explicamos o que havia acontecido", disse.
'Experiência mais difícil que já passei', diz policial
Em 25 anos de serviço na Polícia Militar, o policial afirmou que esta foi a experiência mais complicada e diferentes que já teve que enfrentar durante a vida profissional.
"Essa noite foi bem complicada. Quando a gente passa por uma situação dessa acaba ficando abalado. Nessa noite quando eu ia dormir, fechava os olhos e vinha aquela imagem na cabeça. Trabalho como policial há 25 anos e essa foi a experiência mais difícil que já passei. Estamos preparados para um tipo de situação e quando envolve uma outra coisa, principalmente com a parte espiritual, a gente fica um pouco perdido", disse.
'Histeria em massa', afirma psicóloga
A psicóloga Gabriela Matias explicou que o acontecido pode ser explicado pelo fenômeno da 'histeria em massa'. "É uma reação em massa. Um deles viu o outro passar mal e aquilo reverberou em todos.Todo mundo espera que aconteça e todos os envolvidos sentem alguma coisa", esclareceu.
Segundo Gabriela, a psicologia da religião explica que esses fenômenos podem acontecer de acordo com a crença da pessoa. "Elas estavam querendo, estavam esperando e desejando aquilo. Eles estavam tão esperançosos que tivesse um espírito e que o espírito fosse falar", comentou.
Sobre a orientação que deve ser dada aos jovens, a psicóloga recomendou que o interessante é não brincar com o que a gente não conhece.
"Se você quer saber sobre espíritos, você deve estudar, pegar um livro de Allan Kardec e estudar. A internet nos oferece várias informações. Claro que é importante saber dosar o que é verdade e o que é mentira, mas tem sites sérios", orientou a psicóloga.
Atendimento do Samu
Em nota, o Samu de Boa Vista informou que a denúncia de que a instituição deixou de ir ao local é improcedente. De acordo com a nota, uma unidade de Suporte Básico foi encaminhada à escola e um técnico em enfermagem e um socorrista aferiram, em todos os envolvidos, a pressão arterial e fizeram a saturação de oxigênio.

Após a verificação, os profissionais constataram que o caso se tratava de uma histeria coletiva, na qual a resposta do organismo de alguns adolescentes está mais propícia a causar desmaios. "O Samu enfatiza que, somente após todos terem sido observados, houve a liberação dos adolescentes, ocorrida na própria escola, pois não se tratava de um caso grave", informou a nota.


Olá para todos que me seguem nesse site!Aguardo seus comentários...


A DOR EMOCIONAL DA EXCLUSÃO NO GRUPO


Continuando nosso tema sobre grupos, hoje atendi um pré-adolescente, classe média que estuda num colégio também de classe média porém, tem colegas cuja condição financeira é superior a dele. Como se trata de uma criança que já atendo há 5 anos. Cujo diagnóstico é dislexia de desenvolvimento. Tem demonstrado excelentes resultados na leitura, interpretação e principalmente na escrita.  Considerando o grau de exigência da escola que estudo, e, considerando o apoio familiar completamente voltado para o desenvolvimento e superação dessa dificuldade, poder-se-ia afirmar categoricamente que esse cliente está em processo de pleno desenvolvimento cognitivo, psicomotor, restando apenas uma melhor atuação no setor psicoemocional.
Excepcionalmente nessa semana ele foi “excluído” de um convite do seu grupo de trabalho escolar para festejar o sucesso de uma apresentação na escola. Ele tem consciência de que fez o seu papel no grupo. Tem um convívio bom com todos os componentes. Acredita que a apresentação foi boa....porém, não conseguiu compreender o porque que um dos componentes do grupo que convidou todos para ir a sua casa para brincar e festejar o trabalho, o excluiu!
Considerando que trata-se de um pré-adolescente que ainda apresenta comportamento bastante imaturos emocionalmente , é muito “mimado” pelos pais, é extremamente introspectivo e extremamente sugestionável.  Importante ressaltar que nesse caso não se trata de bullying.(*).  Trata-se de  um pré-adolescente que faz parte de um grupo (amplamente conhecido) que foi excluído de um momento de confraternização fora do ambiente escolar.
Diante dessa situação, considerando o que você  já compreende sobre o trabalho de grupo seja o familiar, o escolar, e futuramente o profissional, qual a sua opinião?

OBS. (*) para lembrar o significado do termo:
Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência dobullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos nobullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

In: http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm